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Correio da Manhã

Cultura
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Poucos no adeus a Joaquim Vital

Em vida, divulgou a obra de "200 autores portugueses em França", segundo a amiga Teresa Rita Lopes, mas na morte Joaquim Vital juntou muito poucos num funeral discreto, que teve lugar ao fim da tarde de ontem no cemitério dos Olivais, em Lisboa.
12 de Maio de 2010 às 00:30
Cemitério dos Olivais é a derradeira morada do editor de livros
Cemitério dos Olivais é a derradeira morada do editor de livros FOTO: Duarte Roriz

Falecido sábado, de crise cardíaca, aos 62 anos, o editor revelou em França grandes nomes da literatura portuguesa – como Eça de Queiroz, Mário de Sá-Carneiro ou Almada Negreiros – mas também deu a conhecer vultos do pensamento e da escrita contemporâneos, como Eduardo Lourenço, José Gil, Vasco Graça Moura ou Nuno Júdice, através da editora La Différence, que fundou em 1976.

Em declarações ao CM, o artista plástico José de Guimarães diz que foi "com choque" que recebeu a notícia da morte do "grande editor", "cúmplice artístico" e "amigo de longa data". "Ainda há dois dias me tinha trazido de Paris um livro de poesia que eu ilustrei", recorda. "O trabalho que fez foi pioneiro e não vejo quem o possa substituir."

A mesma opinião expressou Teresa Rita Lopes, de quem Joaquim Vital editou os primeiros trabalhos em Paris. "Era um homem cultíssimo que sabia de Pessoa como ninguém. É uma perda irreparável."

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