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Correio da Manhã

Cultura
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"Preparo-me para romper em Espanha”

Luís ‘Procuna’, Matador de toiros, é dos mais requisitados para actuar nas praças portuguesas, mas, prestes a completar 26 anos, o jovem da Moita mostra ambição e vontade de triunfar também no país vizinho
21 de Janeiro de 2009 às 00:30
'Preparo-me para romper em Espanha”
'Preparo-me para romper em Espanha” FOTO: Bruno Colaço

Correio da Manhã – Tem sido o matador português, desde 2004, ano da sua alternativa, com mais actuações. Tal deve-se a falta de concorrência ?

Luís Procuna – Não. Na verdade, em Portugal estamos um pouco limitados quanto a matadores. Uns retiraram-se, outros pensam em sair e os que restam sentem pouco apoio. Apesar de haver novilheiros com valor para seguir em frente, receio o futuro porque o número de escolas de toureio está a diminuir.

– Na sua ainda curta carreira conquistou vários troféus. Qual o mais significativo ?

– Ainda novilheiro lembro as orelhas que cortei em Sevilha e o prémio Promessa do Toureio. Como matador, destaco os prémios conquistados em Feiras da Moita com as bandarilhas, tendo como concorrentes António Ferrera, Luís Miguel Encabo e Juan José Padilla, que são matadores espanhóis especialistas nesse tércio. E muitos outros troféus em várias praças portuguesas e sul-americanas

– Sendo um bandarilheiro com muitos recursos, julga que é pelas bandarilhas que tem almejado os seus êxitos ?

– As bandarilhas ajudam a criar o clima, desde que prepare bem o tércio, cite bem, ‘entre’ bem na córnea e crave o par de alto a baixo. A partir de então, o público sente entusiasmo e aguarda com mais interesse a faena de muleta.

– Vem aí uma nova temporada. O que espera dela e quais são as suas perspectivas pessoais ?

– Sou novo e preparo-me para romper em Espanha. É importante para qualquer carreira tourear em praças de Espanha. Quanto a Portugal, espero uma temporada normal, quiçá com muitos triunfos.

PERFIL

Luís Filipe Vital da Silva ‘Procuna’ nasceu na Moita, a 2 de Maio de 1983. Recebeu Alternativa em Almendralejo (Espanha), em 2003. Foi padrinho Óscar Higares e testemunha Rafael Rúbio ‘Rafaelillo’.

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