Festival regressa ao Parque da Cidade entre quinta-feira e domingo para a 13.ª edição, mas antes faz um 'aquecimento' no centro da 'Invicta'.
O Primavera Sound Porto regressa ao Parque da Cidade entre quinta-feira e domingo para a 13.ª edição, que inclui atuações de 70 artistas e bandas, mas faz, esta quarta-feira, um 'aquecimento' com concertos de entrada gratuita no centro da 'Invicta'.
Este ano, o recinto apresenta uma "estrutura semelhante" à das últimas edições, com as atuações repartidas por cinco palcos, mas com "um reforço grande a nível de serviços, como casas de banho, bares, etc.", por se prever um aumento de público, disse à Lusa o diretor do Primavera Sound Porto, José Barreiro.
"Queremos manter o conforto do festival apesar do aumento de público médio. Esperamos sempre [uma afluência] acima das 35 mil pessoas, e há que cuidar que os serviços acompanhem esse aumento", afirmou José Barreiro.
O responsável acredita que, desde as obras que a Câmara Municipal do Porto realizou no espaço, de ligação do Parque da Cidade ao mar, e que permitiram aumentar o recinto, "o festival está perfeito para acolher as 40 mil pessoas [lotação máxima] esperadas".
O recinto deverá atingir a lotação máxima pelo menos na sexta-feira, tendo em conta que os passes gerais e o bilhete diário para esse dia estão esgotados. Estão ainda disponíveis bilhetes diários para quinta-feira, sábado e domingo.
Num cartaz "diverso e muito coeso" não é fácil destacar artistas, ainda assim José Barreiro acedeu ao pedido da Lusa e apontou alguns nomes.
No primeiro dia, quinta-feira, salienta o regresso dos The XX a Portugal, "catorze anos depois de terem atuado na primeira edição do festival, e de mais de dez anos de interregno da banda".
"Os concertos que deram, quer no Coachella [festival que aconteceu em abril, nos Estados Unidos], quer na semana passada em Barcelona [no Primavera Sound] confirmam que estão em boa forma", afirmou.
Ainda no cartaz do primeiro dia, José Barreiro destaca os Kneecap, "banda furor da Irlanda do Norte", Big Thief, Ethel Cain e "o pop alternativo francês" de Oklou, que o diretor do festival acredita que "vai ser uma agradável surpresa".
Na quinta-feira atuam também, entre outros, Sensible Soccers, Inês Marques Lucas, PAUS, Vaiapraia e Texas is The Reason.
No segundo dia, sexta-feira, o destaque vai para os Gorillaz, "porque fizeram em 2022 um dos melhores concertos da história deste festival".
No mesmo dia, José Barreiro aponta também Viagra Boys e Black Country New Road, "bandas que garantem bons espetáculos, bom ambiente no festival".
Para sexta-feira estão também agendadas atuações de Rita Vian, Baxter Dury, Panda Bear, Mari Froes, Slowdive e Gisela João, entre outros.
Sábado marca a estreia dos Massive Attack no festival. "É o ano para ter Massive Attack, porque voltaram a ter aquele protagonismo que já tiveram há duas décadas, com todo aquele fervor político que os caracteriza, e acho que é o ano deles", referiu José Barreiro, destacando também os concertos de IDLES, Mike D (dos Beastie Boys), Amaarae, "que vai ser um concerto surpreendente", e Sudan Archives.
O cartaz de sábado inclui também, entre outros, Yard Act, Duquesa, Smerz, NAPA e o projeto que junta Crilo, Amaro Freitas e Dino D'Santiago.
O festival encerra no domingo, com um dia dedicado à música eletrónica, com atuações apenas num dos palcos do recinto de SuM, Xinobi, Dixon e Peggy Gou.
Os passes gerais e os bilhetes diários têm de ser trocados por pulseiras para se poder entrar no recinto, sendo possível fazer a troca dos passes por pulseiras já hoje entre as 12:00 e as 22:00.
As crianças com idades até aos nove anos, inclusive, não pagam bilhete.
O recinto -- que abre às 15:30 na quinta-feira, na sexta-feira e no sábado, e às 14:30 no domingo - tem várias zonas de restauração e bares e volta a acolher um mercado, com bancas de moda, artesanato e um estúdio de tatuagens.
Em todos os palcos há plataformas para pessoas com mobilidade reduzida, o recinto dispõe de casas de banho adaptadas e há na entrada uma via de acesso rápido para pessoas com mobilidade reduzida.
Além disso, o festival aplica a oferta de bilhete a acompanhante de pessoas com deficiência, devendo para isso ser contactado o serviço de apoio ao cliente, através do email tickets@primaverasoundporto.com, de acordo com informação disponível no site oficial do Primavera Sound.
Para chegar ao recinto, a organização aconselha o uso de transportes públicos. A STCP "disponibiliza um serviço dedicado [ao festival] e reforça a oferta [de autocarros] nos dias do evento".
Também o Metro do Porto irá reforçar o serviço nos dias do festival, com um prolongamento do horário de circulação entre Senhor de Matosinhos e Trindade, com o funcionamento da Linha Azul até às 02:30. No dia 14 de junho, a operação do Metro termina após a 01:00.
Na entrada do recinto há um parque de estacionamento para bicicletas.
Embora o acesso ao festival exija bilhete, já hoje o Primavera Sound Porto "vai à cidade" com espetáculos gratuitos.
"Vamos fazer um dia de Portugal, com concertos das 16:00 às 19:30 nos Jardins do Palácio de Cristal [na Concha Acústica], e depois à noite no Largo Amor de Perdição, ao lado dos Clérigos", disse José Barreiro.
Nos Jardins do Palácio de Cristal atuam Ela Minus, Marquise e Giovani Cidreira. Já para o Largo Amor de Perdição está marcado um concerto de Dino D'Santiago.
Estes espetáculos são todos de entrada livre, o que, "no fundo é uma 'gentileza' do festival para as pessoas que por variadas razões não podem ir ao festival, terem um cheirinho daquilo que é o Primavera Sound".
Além disso, este 'dia extra' "reforça a ligação do Primavera à cidade, que é um 'statement' do festival desde a sua primeira edição".
"Gostamos de trazer a cidade para o festival, mas também queremos que o festival vá à cidade", afirmou José Barreiro.
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