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Correio da Manhã

Cultura
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Psicopata por acaso

Quando me perguntavam que tipo de personagem é que eu gostaria de fazer, costumava responder, quase por brincadeira, ‘um serial killer’”, recorda ao CM Diogo Infante, que dá cara e corpo a um psicopata no filme ‘Animal’, da francesa Roselyne Bosch, prestes a chegar às salas de cinema (dia 7). “Este caiu-me no colo...”
31 de Agosto de 2006 às 00:00
E não está a exagerar: Diogo Infante tinha sido contratado para fazer de médico no mesmo filme, quando o americano que interpretava o assassino Vincent Iparrak se incompatibilizou com a produção e foi “dispensado”. “Como me estava a dar bem com a realizadora, ela convidou-me para ser eu a assumir a personagem”, conta-nos o actor português”, que se lançou ao trabalho imediatamente.
“Nem tive tempo para me preparar, o que se calhar até foi benéfico. Não compliquei...”
Diogo Infante recorda uma experiência empolgante, mas nem por isso isenta de dificuldades. “Foi complicado não julgar este homem e aprender a gostar dele”, admite. “Vincent é um homem muito inteligente mas não deixa de ser um monstro, cujas motivações nunca chegamos a perceber. Um psicopata não reage como as pessoas ditas normais”, conclui.
A acção de ‘Animal’ – uma co--produção entre França, Portugal e a Grã-Bretanha – arranca quando o psicopata está no corredor da morte, acusado do assassinato de mais de 50 mulheres. Um jovem médico faz-lhe então uma “proposta indecente”: quer manipular o seu ADN, e em troca promete-lhe a suspensão da pena máxima.
Rodado quase integralmente em Lisboa, “nos sítios mais modernos da cidade”, o filme conta ainda com pequenas participações de Catarina Furtado e Joana Seixas e ganhou dois prémios no Fantasporto (Melhor Argumento e Méliès de Prata).
PERFIL
Diogo Infante nasceu em Maio de 1967 e concluiu em 1991 o Curso de Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema. No teatro, fez inúmeras peças como actor, destacando-se também como encenador. Trabalhou com encenadores como Carlos Avilez, Rui Mendes, João Lourenço, Richard Cotrell ou John Retallack. Fez três telenovelas portuguesas e uma brasileira e muito cinema. É director artístico do Teatro Maria Matos.
OUTROS FILMES
Nuvem (1991)
Encontros Imperfeitos (1993)
A Viagem (1994)
Adeus Princesa (1994)
Três Palmeiras (1994)
Amor & Alquimia (1995)
Sinais de Fogo (1995)
Mortinho por Chegar a Casa (1996)
Fátima (1997)
Tentação (1997)
A Sombra dos Abutres (1998)
Pesadelo Cor de Rosa (1998)
A Fuga (1999)
A Bomba (2001)
A Jangada de Pedra (2002)
A Selva (2003)
Manô (2003)
Portugal SA (2003)
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