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Correio da Manhã

Cultura
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Quando a realidade inspira a ficção

Cinco de Novembro, algures no futuro. Depois de uma grande guerra, o Reino Unido é governado por um regime ditatorial. Mas eis que um anarquista mascarado promete a salvação, mesmo que, para isso, tenha de estoirar com o Parlamento e mudar a História.
23 de Março de 2006 às 00:00
Natalie Portman rapou o cabelo para o filme, no qual tem um desempenho notável
Natalie Portman rapou o cabelo para o filme, no qual tem um desempenho notável FOTO: David Appleby
Esta é a história de ‘V de Vingança’, um filme que hoje chega às salas de cinemas e que, nos EUA, tem liderado a tabela dos mais vistos. Apesar de inspirado nas histórias aos quadrinhos escritos por Alan Moore e desenhados por David Lloyd e publicados em 1982, ‘V de Vingança’ é, também, de uma pertinente actualidade, um olhar sobre o terrorismo e os poderes políticos.
Na verdade, questões sensíveis como o bioterrorismo, as escutas ilegais e os campos de detenção são elementos a que o filme faz alusão. Em Inglaterra, palco da acção, a estreia de ‘V’ foi mesmo adiada depois dos atentados terroristas de Julho de 2005. É que a história inclui um atentado... no metro.
Com produção e argumento dos irmãos Wachowski (criadores da trilogia ‘Matrix’), ‘V de Vingança’ permanece fiel aos pressupostos da BD original. Com realização de James McTeigue (assistente de realização de ‘Matrix’ e ‘Star Wars Episódio III’), o filme vale também pelo excelente desempenho de Natalie Portman, co-protagonista de Hugo Weaving (‘V’), o homem por detrás da máscara. Num papel exigente, Portman cumpre a rigor, mesmo quando lhe rapam o cabelo. “Estava concentrada em estar no mesmo momento da personagem, na traumática agressão que lhe estava sendo cometida. Tínhamos só um ‘take’. Não dá para voltar atrás e rapar de novo a cabeça”, comentou.
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