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Correio da Manhã

Cultura
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Quase duas centenas de obras fechadas em cofre do Estado

Governo tem quadros do ex-BPN, mas ainda não decidiu o que fazer com eles.
Duarte Faria 4 de Agosto de 2018 às 01:30
Mongol, de Amadeo de Souza-Cardoso
Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva
Mongol, de Amadeo de Souza-Cardoso
Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva
Mongol, de Amadeo de Souza-Cardoso
Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva
O Estado português guarda 3,5 milhões de euros em obras de arte num cofre. Este é o valor de balanço de 195 peças, pertencentes à coleção do antigo Banco Português de Negócios (BPN), que estão na posse da Parvalorem, sociedade que gere os ativos tóxicos do banco, encerrado em 2008.

O preço de mercado deste acervo pode, no entanto, chegar aos 5,4 milhões de euros. É pelo menos essa a convicção do organismo liderado por Francisco Nogueira Leite, que espera uma clarificação do Governo para perceber se todas as peças vão ficar na esfera pública ou se podem ser vendidas - na totalidade ou em parte.

Ao que o CM apurou, nos últimos anos várias entidades, investidores e colecionadores manifestaram interesse junto da Parvalorem e do Estado em negociar algumas das obras que fazem parte desta coleção.
Mas, até hoje, o Governo não tomou qualquer decisão sobre o futuro dos quadros.

Neste espólio incluem-se 115 obras assinadas por 88 artistas portugueses de diferentes épocas e correntes artísticas, como Amadeo de Souza-Cardoso, Maria Helena Vieira da Silva, Mário Cesariny, Rui Chafes, José Pedro Croft, Nadir Afonso, Ana Vidigal, Pedro Casqueiro ou Paula Rego. As restantes peças são de 31 artistas, de 15 nacionalidades.
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