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Correio da Manhã

Cultura
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Quebra-Nozes vivo e colorido no Coliseu

Em época de lojas, ruas cheias, gente e cheiro a Natal, Lisboa recebe, como tem sido habitual nos últimos anos, o bailado ‘Quebra-Nozes’. Embora sem a magia de outrora, a dança clássica ainda é um fenómeno e quase encheu, anteontem, o Coliseu dos Recreios, prometendo revoadas de neve, muito Tchaikovsky e bailarinos enérgicos e virtuosos.
26 de Novembro de 2006 às 00:00
O ‘Quebra-Nozes’ repete hoje no Cine Teatro da Covilhã
O ‘Quebra-Nozes’ repete hoje no Cine Teatro da Covilhã FOTO: d.r.
E o Ballet Imperial Russo, formado por artistas de diversas procedências, dirigido por Gediminas Taranda (antiga estrela do Bolchoi), tenta manter viva a chama e os trabalhos das escolas de São Petersburgo e Moscovo.
Coreografado por Lev Ivanov, em 1892 para o Teatro Maryinsky, o ‘Quebra-Nozes’ costuma ser um espectáculo algo datado e bastante ‘decorativo’, com uma ‘narrativa’ lassa e um conteúdo pouco expressivo. Esta versão, para além dos belíssimos figurinos e da cuidadíssima cenografia – coisa rara nas propostas russas –, é algo interactiva pondo até os espectadores a bater palmas ao som da música. Pena é que, do ponto de vista estritamente coreográfico, surja muito académico e sem grande imaginação. Porém, os bailarinos dançam com rigor, alegria e vivacidade.
O espectáculo repete-se hoje no Cine Teatro da Covilhã, terça-feira no Coliseu do Porto e quarta no Teatro Gil Vicente, em Coimbra.
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