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Correio da Manhã

Cultura

Realizador do filme 'Variações' afirma que cantor "estava determinado a vencer”

Sérgio Praia foi escolhido para protagonista por casting. “Não podia ser outra pessoa”, diz João Maia.
Ana Maria Ribeiro 20 de Agosto de 2019 às 01:30
Sérgio Praia foi escolhido para interpretar Variações
Sérgio Praia foi escolhido para interpretar Variações
Sérgio Praia foi escolhido para interpretar Variações
Sérgio Praia foi escolhido para interpretar Variações
Sérgio Praia foi escolhido para interpretar Variações
Sérgio Praia foi escolhido para interpretar Variações
João Maia era adolescente quando António Variações rebentou na cena musical portuguesa. Na altura, o agora realizador de cinema "ouvia muito rock português", mas não ficou fascinado com o cantor barbudo de aparência extravagante. Só mais tarde, quando prestou atenção às letras escritas por António Joaquim Rodrigues Ribeiro (o nome de batismo de António Variações), é que teve um ‘clique’.

"O Variações era barbeiro, como toda a gente sabe. E não sabia nada de música. Ele gravava-se a si próprio, a cantar, e depois levava as cassetes a quem lhe pudesse fazer os arranjos", conta João Maia. "Ele escreveu o que viveu e estava determinado a vencer, apesar de ter 37 anos – tarde para iniciar uma carreira musical."

O realizador, que estreia ‘Variações’ nas salas de cinema na próxima quinta-feira, dia 22, sonhou com este filme há 20 anos, e desde 2009 que anda de volta do projeto, a tentar arranjar dinheiro para o produzir.

"Ganhámos o apoio do ICA em 2016 e mais recentemente tivemos o apoio da RTP. E assim consegui chegar aqui. Era um filme em que nunca me quis meter sem o mínimo dos mínimos", explica o cineasta. "Os filmes de época correm o risco de ficarem pobrezinhos..."

Quanto ao ator, escolhido por casting para dar corpo a Variações, foi Sérgio Praia desde o primeiro momento. "Fiquei rendido ao Sérgio, à sua prestação no casting, e não podia ser outra pessoa a fazer este papel", garante. "Agora só espero que o filme chegue às pessoas de todas as gerações, porque o fiz dentro de um espírito universalista."
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