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Correio da Manhã

Cultura
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REALIZADORES PERPLEXOS E INQUIETOS

A Associação Portuguesa de Realizadores (APR) manifestou "inquietação e perplexidade" por desconhecer a versão final da proposta de Lei do Cinema que o Governo pretende levar em breve à Assembleia da República.
19 de Dezembro de 2003 às 00:00
Em comunicado, a APR, a maior associação do sector – com 56 realizadores associados –, considera que, por desconhecer a versão final do novo diploma, o vê como "uma lei do Governo e não uma lei do cinema".
A APR tem vindo a mostrar-se muito crítica quanto ao anteprojecto da Lei das Artes Cinematográficas e Audiovisuais, mas alguns realizadores têm apelado a que o sector não se precipite em rejeitar o documento, sustentando que a criação de regras claras de apoio ao cinema poderá tornar a atribuição de subsídios mais transparente. Ao mesmo tempo, produtores e realizadores têm-se queixado de repetidos adiamentos de um quadro legal que consideram "muito urgente", não só para a regulamentação, mas também para a definição de apoios.
No comunicado, os realizadores acrescentam que "tudo farão para que o cinema português possa prosseguir a sua história ao abrigo dos disparates políticos e de interesses estranhos à arte e à cultura".
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