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Correio da Manhã

Cultura
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Recordar é viver

O ‘eterno rocker adolescente’ , Bryan Adams, está de volta, para mais uma série de concertos revivalistas. Em Lisboa, o cantor canadiano actua hoje e amanhã, no Pavilhão Atlântico, seguindo-se o Rosa Mota, no Porto, dia 1. João Pedro Pais volta a assegurar as primeiras partes.
30 de Janeiro de 2005 às 00:00
Em Lisboa, Bryan Adams poderá efectuar um concerto em tons revivalistas, onde não faltarão quase todos os seus velhos êxitos
Em Lisboa, Bryan Adams poderá efectuar um concerto em tons revivalistas, onde não faltarão quase todos os seus velhos êxitos FOTO: Paulo Espadanal
De acordo com fonte da empresa promotora do espectáculo, Bryan Adams já está em Portugal, onde é conduzido por um motorista particular. Vegetariano, traz um cozinheiro e uma cozinha, na qual são confeccionados os seus alimentos. Bryan Adams bebe vários litros de leite de soja e não suporta o cheiro do tabaco. Em Portugal, o espectáculo de amanhã será registado para edição em DVD.
No que toca à música, o cantor deverá proporcionar ao público luso um concerto em tons revivalistas, pelo menos a avaliar pelas críticas que recebeu à passagem por Espanha.
No alinhamento da presente digressão, Bryan Adams optou por privilegiar os seus velhos êxitos, como ‘Summer of 69’, ‘Can’t Stop This Thing We Started’, ‘Everything I Do’, ‘Let’s Make a Night to Remember’, ‘18 Till I Die’, ‘Run To You’, ‘Cuts Like a Knife’, embora tenha apresentado também canções mais recentes, como é o caso de ‘Room Service’ e ‘Open Road’.
Em terras de ‘nuestros hermanos’, o músico canadiano efectuou um concerto “cheio de momentos vibrantes e pura exaltação”, e, embora o “passado tenha ocupado grande parte do presente”, Bryan Adams provou fazer parte de um restrito grupo de artistas que “nunca desaparecem” por deterem “uma fórmula que ultrapassa o espaço e o tempo”.
"ESTOU TRANQUILO, MAS É UMA GRANDE RESPONSABILIDADE"
Correio da Manhã - Como surgiu esta segunda oportunidade de voltar a abrir os concertos do Bryan Adams?
João Pedro Pais - Através do promotor dos espectáculos que achou que temos tudo a ver um com o outro e que depois de ter gravado com os músicos do Bryan Adams, mais sentido fazia.
- Como se sente? Quais são as suas expectactivas para estas três noites?
- Estou tranquilo. Sei o que me espera, mas é claro que é sempre uma grande responsabilidade.
- Acha que terá oportunidade de conversar com o Bryan Adams nos bastidores?
- Claro que sim. Vou ter a oportunidade de lhe agradecer a disponibilidade do estúdio e o facto de ter deixado os seus músicos tocarem no meu disco.
- Depois de ter gravado no estúdio do Bryan Adams, com os músicos dele, agora só falta mesmo fazerem um dueto...
- Adorava que isso pudesse acontecer mas são coisas que me ultrapassam. Uma coisa é eles tocarem em estúdio e outra, bem diferente, é tocarem ao vivo, ainda mais num espectáculo dele...
- Como vai ser o seu espectáculo? O repertório vai incidir sobretudo no último álbum, ‘Tudo Bem’ ?
- A minha actuação terá cerca de 45 minutos e, por isso, vou tocar três temas do novo álbum. O resto do alinhamento serão os singles, temas já conhecidos do grande público.
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