Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
7

Regresso: Vamos, Criatura!

Findas as férias para a maior parte de nós, o artigo desta semana é um alerta do Mestre DeRose. Em forma de boas-vidas e com desejos de um bom regresso ao trabalho, é um alerta para que não se deixe engolir pelo remoinho dos nossos dias e da nossa vida. Vai gostar com certeza! Saboreie intensamente cada frase, cada palavra, cheias de sabedoria e experiência.
5 de Setembro de 2005 às 00:00
Com as baterias carregadas depois da férias, dê finalmente luz verde à sua vida, aos seus sonhos, à sua felicidade; em suma, a Si!
Já parou para pensar que as suas acções são meros reflexos um condicionamento social que o escraviza a um comportamento estereotipado, comportamento de rebanho que caminha para o matadouro, infeliz, mas resignado?
Já pensou no facto de que não usa o seu livre arbítrio nem um pouco e que pensa, fala, sente e age de acordo com aquilo que os outros esperam de si?
Onde está o ser inteligente que se distingue do resto dos animais pelo seu poder de volição e de decisão? Ele está aí? Vamos, sinceridade. Faz o que quer – ou, ao menos, atreve-se a pensar o que quer? Ou pensa aquilo que a família, os amigos, as instituições querem que pense?
Não, não pare de ler. Ou só vai ler as coisas amorosas que eu escrevo? Enfrente pelo menos um pedaço de papel que lhe diz na cara que não se assume. Quem tem sido tão influenciável pela opinião dos outros, que está a tornar-se uma pessoa sem vontade, sem personalidade.
Não estou zangado, não. Estou é a tentar sacudi-lo tão bem que talvez o consiga despertar. Afinal, você é inteligente e sabe a enorme variedade de doenças físicas e psíquicas que advêm da frustração, da auto-mentira, da infelicidade crónica do dia-a-dia sem sentido, do stress causado pela rotina medíocre e mesquinha.
Você já achou o sentido da sua vida?
A vida é dinamismo, é movimento e não estagnação. Estagne-se pelo medo de agir e deteriorar-se-á como tantas esposas e mães que vivem frustadas e arrependidas por não se terem deixado arrebatar por uma grande causa... e hoje trazem no semblante os vincos indeléveis da infelicidade incurável, essa mesma infelicidade que não hesitam em oferecer como herança malsã às suas filhas para que vivam as mesmas depressões, as mesmas conversas, as mesmas pressões, as mesmas intrigas, a mesma impotência para um orgasmo pleno ou para uma opinião própria, as mesmas lamentações, as mesmas lágrimas...
O karma – lei de acção e reacção – deu-lhe a liberdade de opção que constitui a chave mestra de uma fardo chamado responsabilidade. Só que, ingrato, você recusa essa dádiva e obstina-se em não querer assumir a responsabilidade da decisão.
Acomoda-se indolentemente na almofada da fofa inércia. Simplesmente por medo de enfrentar a mudança.
Já parou para pensar na idade que tem? Não acha que já está na hora de ter um pouco mais de maturidade?
Vamos! Utilize uma pontinha de sinceridade e responda: essa é a vida que queria? Ela realiza-o? já pensou como vai ser o seu futuro se tudo continuar nessa covardia e nessa acomodação?
Vamos, Criatura! Aventure-se, corra o risco que a vida é isso. a vida vale a pena quando se tem uma boa causa pela qual se possa sorrir ou chorar, pela qual se possa viver ou morrer.
Com base no livro “Mensagens”, Mestre DeRose, disponível para download no site http://www.uni-yoga.org.br
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)