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Correio da Manhã

Cultura

Revista revisitada por uma companhia independente

É uma 'Revista à Portuguesa'... mais ou menos. A companhia de teatro independente Primeiros Sintomas prepara-se para estrear, no próximo dia 12 de Janeiro, no Teatro Maria Matos, o projecto ‘Maria Mata-os’, uma revisitação do género revisteiro... mas “com mais conteúdo”.
7 de Janeiro de 2010 às 20:56
O espectáculo não pretende gozar com a Revista à Portuguesa
O espectáculo não pretende gozar com a Revista à Portuguesa FOTO: José Frade

“É a Revista possível”, diz Bruno Bravo, um dos responsáveis por este projecto que começou a ser pensado há dois anos mas que só agora, e por falta de meios, conseguiu ser realizado. É que uma Revista à Portuguesa custa muito dinheiro...

 

“Temos um subsídio diminuto e uma revista, com tudo o que implica a nível do investimento em grandes elencos, cenários e figurinos deslumbrantes, não era realizável. Foi preciso termos esta colaboração com o Maria Matos para poder pensar no projecto mais a sério”, explica Bruno Bravo.

 

Ainda assim, ‘Maria Mata-os’ é uma revista ‘modesta’: tem apenas um grande cenário e conjunto de figurinos. De resto, não lhe falta nada: nem os palavrões da praxe, nem as piadas de sabor popular, os momentos de improviso dos actores, os temas da actualidade e a crítica social. Nem sequer lhe falta a música – original, de Sérgio Delgado.

 

“Escolhemos pessoas que sabiam cantar, já com a preocupação de nos aproximar-mos do género”, diz Gonçalo Amorim – o outro ‘ensaiador’ –, que acrescenta que o objectivo desta produção não é, nem de longe nem de perto, ‘gozar’ com a Revista à Portuguesa.

 

“No fundo este é um espectáculo de variedades, que combina vários estilos, desde o vaudeville ao cabaret”, remata, acrescentando que só o texto tem aspirações mais vastas do que é costume ver-se nos palcos do Parque Mayer.

 

O argumento para ‘Maria Mata-os’ foi escrito pelo jovem dramaturgo Miguel Castro Caldas a partir de improvisações com os actores – entre eles Anabela Brígida, Bruno Simões, David Almeida ou Élvio Camacho.

Uma nota final: todas as noites haverá uma ‘atracção internacional’ diferente. Mas nem o público que compre o bilhete para a sessão vai saber, de antemão, de quem se trata...

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