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Correio da Manhã

Cultura
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Roman Polanski num labirinto de segredos perigosos

O cineasta volta aos grandes filmes com uma intrigante investigação que desvenda o lado sombrio da política que lhe valeu o Urso de Prata em Berlim
15 de Julho de 2010 às 12:46
Ewan McGregor numa investigação perigosa
Ewan McGregor numa investigação perigosa FOTO: D.R.

Urso de Prata para Melhor Realizador em Berlim, Roman Polanski regressa com ‘O Escritor Fantasma', um filme intrigante onde manobra com destreza a ilusão do suspense.

Na ficção, Polanski dá cartas com a destreza com que desliza em enredos entrelaçados e com os seus planos sequenciais de pormenor. 

Ewan McGregor é contratado para ser o escritor fantasma (aquele que regide a autobiografia de outro sem por ela receber crédito) de um ex-ministro britânico (Pierce Brosnan).

Semi-exilado nos EUA (reflexo do próprio caso de Polanski?!), Adam Lang (Brosnan) vê a sua reputação por um fio pela sua ligação à guerra do Iraque.

E o novo escritor fantasma (que substituiu um outro, entretanto falecido em circunstâncias por esclarecer) vai envolver-se numa investigação por conta própria onde a sua própria vida está em jogo.

Um thriller empolgante em lindíssimos tons cinzas...

Mais colorida está agora a vida do cineasta. Polanski vive agora um momento mais aliviado, depois da ameaça de extradição para os EUA, para aí ser julgado.

O cineasta, exilado na Suíça depois da acusação de ter tido relações sexuais com uma menor em 1977. Mas esta semana viu a Suíça rejeitar a sua extradição para os EUA e, além do mais, ainda lhe devolveu a liberdade total.

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