Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
3

Segurança tremeu no segundo dia do Festival da Gambôa

Quando Legemea subiu ao palco, as cerca de 30 mil pessoas explodiram de alegria com o ritmo frenético de um funaná moderno.
18 de Maio de 2014 às 17:25
Kim Alves mostrou como o violino pode chorar.

A segunda noite do Festival Gambôa recordou Cize, a "Diva dos Pés Descalços", através dos músicos que a acompanharam. Cesária Évora Orquestra com Totinho, Miroca Paris, Cau Paris, Khaly e companhia abriram caminho para as vozes de Nilza Silva, Nancy Vieira e Jennifer Soledade, que interpretaram temas como ‘Nha cansera’, ‘Petit Pays’ ou ‘Sangue de Berona’.

A noite continuou com os caribenhos Kuenta e Tambu (‘histórias e tambores’, em português), oriundos de Curaçau, onde se fala o “papiamento", língua com origem no crioulo de Cabo Verde. Subiram ao palco e conquistaram a simpatia do exigente público de Santiago com o seu ritmo ‘dance’.

Mas a Praia estava ali para o ‘funaná’. Assim que Legemea subiu ao palco, as cerca de 30 mil pessoas explodiram de alegria com o ritmo frenético de um funaná moderno. A segurança junto ao palco ainda tremeu, mas as coisas acabaram por se compor.

Legemea acabou também por ser a porta de entrada para Zé Espanhol. A Praia dançou, cantou e vibrou com o vencedor do melhor funaná do Cabo Verde Music Awards deste ano.

A madrugada, já bem longa, fechou com Kino Cabral, o novo rei do funaná, sempre interativo com o público, a quem não deu descanso. A nova coqueluche do funaná ainda brindou o festival com um dueto, em que Joceline, mais uma grande promessa de ‘soncente’, não deixou margem para dúvidas sobre a sua energia estonteante.

Hoje, o último dia, além do programa para os mais novos com o ‘gamboinha’, a organização do festival trouxe uma surpresa: o angolano Yuri da Cunha idolatrado pela juventude cabo-verdiana, dando mais um tom internacional a uma iniciativa da Câmara da Praia, que trouxe à Capital de Cabo Verde também os guineeenses Tabanka Djaz.

Antes de Yuri da Cunha uma série de novas bandas têm a oportunidade de mostrar um virtuosismo inato aos milhares que Cabo Verde "produz" anualmente (os Metralhas, Whispers of Doom ou Kolabeat).

Ver comentários