Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
3

Senhorio obcecado por Hillary Swank

Teria tudo para ser um thriller convincente. Uma protagonista expressiva q.b., cenários de arrepiar e uma história de dar pulos na cadeira. Mas a trama de Antti Jokinen fica-se pelas intenções...
31 de Março de 2011 às 00:30
Hillary Swank e Jeffrey Dean Morgan protagonizam este thriller pouco assustador
Hillary Swank e Jeffrey Dean Morgan protagonizam este thriller pouco assustador FOTO: D.R.

‘Juliet’ (Hillary Swank) é uma jovem médica numa fase difícil da sua vida emocional. Recém-separada do marido após ser traída, ela está de coração partido em busca de uma nova casa para morar. Em Brooklyn vai encontrar o apartamento dos seus sonhos, um local acolhedor a um preço estranhamente acessível. Não fora a vizinhança e este poderia ser um novo lar...

O filme começa bem, com Swank atraente entre joggings pelo parque e a bata de médica das urgências no hospital, reservada q.b., em ‘ressaca’ emocional. O senhorio, vizinho lá do prédio, parece ser um duplo salvador que lhe cai do céu numa altura essencial: ‘Max’ (Jeffrey Dean Morgan) não só lhe dá acesso a uma casa de sonho, como se encanta por ela, devolvendo-lhe a auto-estima perdida depois de uma traição que a deixou arrasada.

Tudo parecia correr pelo melhor, o próprio ex-marido, ‘Jack’ (Lee Pace) não desarma nas tentativas de a reconquistar, mostrando arrependimento sentido, até que a bela médica se começa a aperceber de uma série de acontecimentos estranhos na sua nova casa.

As suspeitas levam-na a instalar câmaras ocultas pelo apartamento e, nas suas averiguações, ela apercebe-se – talvez já tarde demais?! – de que a obsessão do senhorio ultrapassou todas as barreiras do bom senso.

A história teria todos os ingredientes para fazer tremer o espectador. Tem um espelho devidamente suspeito na casa de banho, o ranger óbvio das portas que escondem um (não) fantasma e até um comboio que se denuncia nas horas mais (in)convenientes da noite fazendo trepidar tudo à sua passagem. E até tem Chritopher Lee num 'avô' do senhorio bem bizarro e que, afinal, é apenas um efeito para baralhar (pouco) o espectador...

Mas, além destes truques tão essenciais quanto expectáveis, nada mais. Falta o susto, factor indispensável num thriller que se preze. E nem toda a expressividade da premiada e talentosa Hillary Swank metem assim tanto medo...

 

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)