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Correio da Manhã

Cultura
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Serões animados em oito palcos

Lá fora, ao longo de toda a noite, a avenida da Liberdade gelava, apenas aquecida nos gorros, cachecóis e luvas dos transeuntes. Não fora a indumentária e até poderia parecer uma noite de Verão, tal a agitação da via central lisboeta nos últimos dois dias devido à terceira edição do Super Bock em Stock, com animação em oito palcos. Que aqueceu ainda mais no Teatro Tivoli, palco das duas maiores atracções do cartaz : Kele e Janelle Monáe.
5 de Dezembro de 2010 às 00:30
Topo do Hotel Tivoli foi um dos espaços escolhidos para receber o Super Bock em Stock nos dois dias
Topo do Hotel Tivoli foi um dos espaços escolhidos para receber o Super Bock em Stock nos dois dias FOTO: Vítor Mota

Ontem, antes dos ritmos mais agitados, foi tempo de intimismo no começo do serão, com Lula Pena a apresentar os temas do seu disco ‘Troubador’ junto ao terraço do Hotel Tivoli. Perante uma plateia de cerca de cem pessoas, a artista, que pediu um copo de vinho no começo da actuação, deu um tom mais sereno e profundo ao festival diversificado.

Foi o ponto de partida para o segundo dia, com todos os olhos postos em Janelle Monáe, a norte-americana com actuação marcada para perto da meia-noite.

Na véspera, foi a vez de Kele, vocalista dos Bloc Party, se estrear a solo em palcos nacionais. No Teatro Tivoli, incendiou a plateia com uma sonoridade a roçar a electrónica e fez o público soltar o comentário geral: "Muito boa onda este gajo!", ouvia-se nas cadeiras, quase invisíveis entre todos os que dançavam. De pé, em cima das varandas dos camarotes do piso térreo, pôs-se também o músico britânico, a apelar à agitação da multidão. "Eu sabia que Lisboa gostava de festa", chegou a gritar.

Num ‘passeio’ entre as (oito) salas do festival, na noite de sexta--feira, o CM gostou do regresso de Jorge Palma ao metro, na estação do Marquês de Pombal, que foi pequena para tantos. B Fachada chamou ao palco Sérgio Godinho e o público da sala 1 do Cinema São Jorge, repleta, aplaudiu e vibrou. Na rua, os Kumpania Algazarra fizeram a festa. A oferta foi variada. E para todos os gostos.

EVENTO ACABA MAIS CEDO DEVIDO À GREVE

Os transtornos causados ontem pela greve dos controladores de tráfego aéreo, em Espanha, fizeram com que a edição deste ano do Super Bock em Stock acabasse um pouco mais cedo. Tudo porque o grupo britânico Fujiya & Miyagi, nome que combina rock com música electrónica, não pôde vir para Lisboa a tempo da actuação marcada para as 02h00 deste domingo, no palco criado no parque de estacionamento do Marquês de Pombal. Já anteontem, o grupo de cinco franceses Adam Kesher foi forçado a cancelar a actuação no Cabaré Maxime, em Lisboa, também por não conseguir chegar a tempo a Portugal com o caos instalado nos céus de Espanha.

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