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Correio da Manhã

Cultura
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Shyamalan faz filme a ‘pedido’ dos filhos

Em 2006, tinha Saleka Shyamalan apenas 11 anos, ‘Avatar: The Last Airbender’ estava no auge. A série do Nickelodeon inspirava miúdos e jovens em todo o Mundo e Saleka revia-se em ‘Katara’, a personagem de estranhos poderes sobre a Água. No Halloween, pediu ao pai: “Quero vestir-me de ‘Katara’”. O cineasta envolveu-se então com o estranho mundo fantasioso da televisão e, daí até a ‘O Último Airbender’ – hoje em estreia nos cinemas nacionais – foi um passo de gigante, quase 115 milhões de euros de orçamento e mil efeitos ultra especiais até chegar ao grande ecrã.
11 de Agosto de 2010 às 21:16
'O Último Airbender' mostra uma nova faceta do realizador de 'O Sexto Sentido'
'O Último Airbender' mostra uma nova faceta do realizador de 'O Sexto Sentido' FOTO: D.R.

Polémico q.b., M. Night Shyamalan goza ainda do êxito estrondoso do seu primeiro ‘O Sexto Sentido’, em 1999, e da controvérsia em torno de filmes como os seguintes ‘Sinais’, ‘A Vila’ ou ‘A Senhora da Água’. Para a crítica especializada norte-americana, este filme “é o último Shyamalan”, “uma tremenda desilusão” e “um desastre elementar”.

Mas nem por isso os espectadores deixaram de acorrer à sala desde a estreia nos EUA (1 de Julho) a engordar a bilheteira que já pagou o filme – já vai em 139 milhões de euros, a nível mundial. Do lado de lá do Atlântico, arrasaram o filme. Mas Shyamalan parece não se importar com as más línguas...

E percebe-se porquê. Não só os filmes malditos são também por isso mais apetecíveis como o universo megalómano desta ficção justifica o espanto e rendição. Pleno de efeitos especiais, ‘O Último Airbender’ enche o olho de qualquer espectador com o seu mundo ficcionado das quatro nações: Ar, Água, Terra e Fogo. A última, a dos vilões (onde se destaca Dev Patel, o jovem protagonista de ‘Quem quer ser Bilionário?’, como ‘Príncipe do Fogo’), declarou guerra às restantes mal desapareceu o último ‘Avatar’, o único ser deste mundo de fantasia com total controle sobre os quatro elementos da Natureza, capaz do equilíbrio entre as Nações. Foi há 100 anos.

Agora, o pequeno Aang, renascido de um bola de gelo, volta à vida para se anunciar como o ‘Avatar’ desaparecido. Mas, em tenra idade no seu caminho de aprendizagem com os monges – antes de ser ‘engolido’ pelo gelo que o imortalizou um século –, ele só chegou a aprender a lidar com o Ar. Com a nova amiga ‘Katara’ e os amigos da nação da Água, ele vai reforçar os seus poderes e restabelecer o equilíbrio da Natureza.

Os efeitos e a grandiosidade dos cenários são mesmo os maiores trunfos do filme. E representam uma óptima alternativa nestes mundos do fantástico, já desgastados de sabres e feixes de luz e explosões pirómanas. Especialmente, a 3D! O final, deixa tudo em aberto: vem aí a sequela...doa a quem doer!?!

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