Portugueses não esquecem Madalena Iglésias que morreu em Barcelona aos 78 anos.
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"Tive um grande desgosto. É mais uma pessoa que vai para o meu baú da saudade", diz Simone de Oliveira em reação à morte de Madalena Iglésias, ontem, em Barcelona, aos 78 anos. Consideradas "rivais", Simone desmente que o fossem de verdade.
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"Os clubes de fãs inventaram essa história. A última vez que estive com a Madalena convidei-a para cantar comigo no Coliseu. Dei-lhe o palco para que recebesse a ovação que merecia", conclui.
A inesquecível intérprete de ‘Ele e Ela’ morreu vítima de doença oncológica. Afetada há "muitos meses por um tumor inoperável", e nos últimos tempos já a suportar as dores com a ajuda de morfina, desejou manter a situação em segredo.
"Mantivemo-nos em contacto ao longo de todos estes anos", diz o cantor António Calvário, amigo de sempre. "Eu sabia que a Madalena estava doente, mas os filhos pediram-me para não dizer nada e eu respeitei. A última vez que falámos foi no dia de Ano Novo, quando ligou a desejar um bom 2018", acrescenta.
Nascida em Lisboa a 24 de outubro de 1939, no bairro de Santa Catarina, Madalena Iglésias despertou cedo para a vida artística. Estudou no Conservatório e com 15 anos entrou para o Centro de Preparação de Artistas da Rádio da Emissora Nacional. Além da música, lançou-se no cinema aos 25 anos.
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Em 1966 conheceu um dos momentos mais altos da carreira, ao vencer o Festival RTP da Canção com ‘Ele e Ela’, que foi lançada em Espanha, França e Holanda (em língua espanhola).
"Marcou uma época", diz o cantor Artur Garcia. "A Madalena, a Simone, o Calvário e eu nunca fomos esquecidos pelo grande público, porque aparecemos numa época especial, quando os artistas ainda não eram descartáveis – como o são atualmente", sublinha.
O funeral de Madalena Iglésias realiza-se hoje, no cemitério de Collserola, Barcelona.
Artista deixou música e cinema a bem dos filhos
Foi um choque para os fãs quando Madalena Iglésias se casou, em 1972, e praticamente abdicou da carreira artística. "Ela sempre disse que ia parar quando engravidasse, porque queria ser uma mãe sempre presente", lembra António Calvário. "Fê-lo com dignidade e foi recompensada: tem os filhos que toda a gente gostaria de ter."
Após o casamento, Madalena Iglésias radicou-se na Venezuela durante 15 anos, onde ainda fez uma curta carreira artística. Mas as suas aparições nunca mais tiveram a regularidade de outrora.
"Muito profissional e muito organizada"
Madalena Iglésias colecionou prémios e distinções ao longo da vida. Artur Garcia diz que tinha tudo documentado, porque era "muito profissional e muito organizada". Em 2012, o então presidente da câmara de Lisboa António Costa inaugurou um busto de bronze da cantora (da autoria de Domingos Oliveira), num jardim da capital. Ontem, o Presidente da República manifestou o seu pesar pela morte da artista. "Pela presença, pela voz e pela capacidade de representar as novidades ‘pop’ que influenciavam a ‘música ligeira’ de então, Madalena Iglésias é uma saudosa memória para quem a ouviu", disse Marcelo.
Vinha a Portugal a cada dois meses
Artur Garcia diz que, apesar de viver em Barcelona desde 1987, Madalena Iglésias continuava a vir a Portugal de dois em dois meses e mantinha cá casa. "Ela fazia questão de reunir os colegas todos naqueles almoços que se prolongavam toda a tarde."
Atuações pontuais quando a chamavam
Madalena Iglésias regressou pontualmente aos palcos portugueses. Em 2008 cantou com Simone de Oliveira no espetáculo ‘Num País Chamado Simone’. Em 2013 foi madrinha da Marcha dos Olivais ao lado do amigo António Calvário (o padrinho).
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