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Correio da Manhã

Cultura
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Sorrir

Saiu recentemente uma sondagem, realizada em 17 países na Europa, que conclui que somos, de todos, o povo mais irritadiço. A falta de consciência cívica e a falta de tolerância para com os outros são algumas das razões. Somos, de acordo com os analistas, um povo conformista, no sentido em que desejamos agir de acordo com certas regras, que ainda interiorizámos. Esta semana propomos um simples exercício, que pode fazer toda a diferença: sorrir! Experimente, principalmente no trânsito!
29 de Agosto de 2005 às 00:00
A proposta da semana é muito fácil: mude a sua vida... porque sorri. Experimente! Vai ver que é fácil e, até mesmo, agradável!
A proposta da semana é muito fácil: mude a sua vida... porque sorri. Experimente! Vai ver que é fácil e, até mesmo, agradável! FOTO: d.r.
O Mundo é como um espelho: sorria para ele e só verá sorrisos. Se há uma linguagem universal, essa é o sorriso. Você pode falar o idioma de um determinado país, mas ao sorrir para as pessoas, todos o compreendem e retribuem. O sorriso serve como cumprimento, como pedido de desculpas e como observação silente e simpática quando olhares se cruzam. Se entra num ambiente e sorri para os que lá estão, é como se estivesse a dizer-lhes: “Como vão? Estou feliz por vê-los.” Se ao conduzir, comete um erro no trânsito, o sorriso pode significar: “Desculpe, amigo, foi sem querer.”
Pessoas sisudas acabam por absorver uma impressão azeda do Mundo, pois os demais vão reflectir a sua fisionomia e retribuir com a mesma frieza ou antipatia.
Treine todos os dias um exercício de musculatura facial: procure erguer os músculos que se situam bem abaixo dos olhos. São aqueles que os desenhistas costumam representar com um arco ascendente sob os olhos quando desejam indicar simpatia ou felicidade. O sorriso é nosso grande trunfo. Denota civilidade, educação, delicadeza, confiança em si mesmo... e abre muitas portas! Acima de tudo, sorrir rejuvenesce mais que uma cirurgia plástica e é muito mais barato.
Sorrir sim. O tempo todo. E quanto às gargalhadas? Até o nome é feio! Rir é o melhor remédio, sem dúvida. Mas muita atenção com o som emitido quando relaxa demais e dá uma gargalhada escrachada.
Já notou que cada ser humano tem uma gargalhada diferente e que todas são uma tanto ou quanto espalhafatosas? Algumas parecem o som de certas aves ou animais, nada condizentes com os bons modos. Enter todas, talvez meia dúzia de pessoas tenha uma gargalhada que, mesmo alta, é agradável e belissonante.
A questão é, mais uma vez, de subtileza. Pode ser feliz e desreprimido sem, no entanto, descambar para o espalhafato. Tem que ter cuidado para não ofender quem estiver à sua volta e que não está a compartilhar da hilaridade.
Isto é muito importante. O riso é um comportamento que ou inclui ou exclui, não há neutralidade. Se a pessoa circudante não estiver a achar a mesa graça, você poderá estar a exceder-se e ela acabará por sentir-se excluída ou, até pior, irá ofender-se, supondo que estão a rir dela.
E quando alguém atende o telefone, já imaginou o que escutariam do outro lado, principalmente tratando-se de um ambiente profissional?
Mas não deixe de ser feliz, não se reprima, ria à vontade. Apenas cuide de educar o som emitido e de controlar o seu volume. Quem sabe assim, deixamos de ser o povo mais irritadiço da Europa!

Com base no livro “Boas Maneiras”, Mestre DeRose (http://www.uni-yoga.org.br)
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