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Correio da Manhã

Cultura
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SPA contra demolição

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) lamenta a decisão da autarquia de Lisboa em permitir a demolição da casa onde viveu e morreu o escritor Almeida Garrett, em Campo de Ourique.
31 de Dezembro de 2005 às 00:00
A decisão, anunciada na passada quarta-feira pela Câmara Municipal de Lisboa, “é reveladora de um inaceitável desinteresse e de uma manifesta falta de vontade cultural”, declara a SPA, em comunicado enviado à nossa Redacção. Recorde-se que, por “inviabilidade financeira”, a edilidade lisboeta optou por não investir na aquisição e reabilitação do imóvel.
Esta justificação não convenceu a SPA, que “lamenta, igualmente, que argumentos de tipo economicista sirvam para tornar irreversível a demolição de um imóvel que, independentemente do seu valor arquitectónico, deveria enriquecer, desde que devidamente sinalizado e protegido, a memória cultural de uma capital (...)”.
Considerando-se herdeira moral do legado de Almeida Garrett, como autor multifacetado e como pioneiro do direito de autor em Portugal, a SPA acrescentou ainda que “não pode deixar de tonar pública a reprovação desta decisão camarária”.
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