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Correio da Manhã

Cultura
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SPA sob o signo dos dois milhões

A indemnização de dois milhões de euros que a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) foi condenada a pagar a Catarina Rebello, ex-assessora da administração e filha do ex-presidente Luiz Francisco Rebello, foi o tema que mais preocupava a meia centena de associados (incluindo Tozé Brito, Janita Salomé ou Rui Mendes) que ontem compareceram à assembleia-geral que tinha sido marcada para aprovar o orçamento para 2009.
23 de Dezembro de 2008 às 00:30
Poucos foram os associados que se deslocaram ontem à noite à sede da Sociedade Portuguesa de Autores
Poucos foram os associados que se deslocaram ontem à noite à sede da Sociedade Portuguesa de Autores FOTO: Manuel Moreira

"Nunca tinha ouvido falar de dois milhões de euros na justiça portuguesa", disse ao CM o actor Raul Solnado, apostado em "ouvir explicações da direcção" e só depois tirar as suas conclusões, pouco antes de a reunião começar na sede da SPA, o que só aconteceu às 21h35.

Por seu lado, Paulo de Carvalho salientou que "a assembleia geral não é para tratar do caso da dra. Catarina Rebello, pois até estava marcada antes, mas esse tema estará na ordem do dia". O músico manifestou ainda a sua preocupação com o facto de terem sido despedidos sete funcionários que tiveram de ser posteriormente reintegrados por decisão judicial, pois "isso põe em causa a forma como a SPA é gerida". Será necessário pagar-lhes 550 mil euros de remunerações em atraso.

A assembleia geral de ontem foi à porta fechada e o que lá se decidiu vai ser anunciado num comunicado a distribuir hoje de manhã. Para o mesmo documento foram também remetidas as informações sobre a reunião da direcção que antecedeu a assembleia.

A direcção explicou ao CM que esta metodologia teve por objectivo evitar a prestação de declarações e evitar acender qualquer rastilho de polémica.

DIRECÇÃO PASSOU TODO O DIA A PREPARAR REUNIÃO

A direcção da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), sob o comando executivo do vice-presidente e administrador-delegado José Jorge Letria, preparou com cuidado ao longo de todo o dia a assembleia geral.

Estas reuniões da SPA costumam ser agitadas e já chegou a ser preciso chamar a polícia para acalmar ânimos mais exaltados. O presidente da assembleia geral, José Niza, também psiquiatra, comentou ao CM que "há pessoas com determinado nível intelectual que exigiria um comportamento mais sereno do que o habitual".

A direcção reuniu ontem de manhã e de tarde, preparando a defesa da sua gestão. Para mostrar trabalho feito saiu a tempo do prelo o novo número da ‘Autores’, revista oficial em que foi destacada a Gala dos Prémios SPA.

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