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Correio da Manhã

Cultura
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Tarantino apadrinha western japonês

Apesar da consternação causada pelo desaparecimento de Luciano Pavarotti, o Festival de Veneza seguiu com ‘Sukiy-aki Western Django’ de Miike Take-shi e ‘Mad Detective’ de John-ny To, o filme surpresa.
7 de Setembro de 2007 às 00:00
Miike Takeshi (centro) com os actores Ito Hideaki e Momoi Kaori
Miike Takeshi (centro) com os actores Ito Hideaki e Momoi Kaori FOTO: Claudio Onoraty
“The show must go on”, diria, se pudesse, o grande tenor cujo falecimento enlutou o evento. E o show continuou apesar dos rostos fechados e do desalento reinante.
O dia foi dominado pelo western feroz do mestre do horror nipónico, Takeshi Miike. Numa homenagem a Sergio Leone e ao western spa-ghetti, o indomável Miike introduziu um estilo mais pessoal que recebeu justamente o baptismo de sukiyaki (a famosa massa japonesa). No fundo, trata-se de um misto entre o western e os filmes de samurais, com um resultado que agradou à maioria dos presentes.
Miiake esta convicto de que a receita será bem acolhida não só em casa como no resto do Mundo, até porque o filme foi integralmente rodado em japonês, para desespero de muitos dos actores que não sabiam falar a língua. Não era o caso de Quentin Tarantino, convidado a participar com o pequeno papel do mítico pistoleiro Piringo.
Na entrevista que concedeu ao CM, Miike explicou que teve de esperar seis meses pelo actor, mas revelou ainda que esta colaboração irá prolongar-se por mais um novo projecto em que Tarantino “fará de escravo sexual.” E mais não adiantou.
Apesar de não estar em competição, o filme surpresa confirmou o gosto particular do realizador Marco Muller pelo cinema oriental. Foi assim que os festivaleiros puderam ver, em primeiríssima mão, o novo filme que Johnny To (cineasta de Hong Kong em franca ascensão também no Ocidente) realizou em parceria com Wai-Ka-fai.
Em ‘Shetan’/‘Mad Detective’ vive-se o ambiente de thriller psicológico em que um agente da polícia se alia a um antigo colega para localizar um serial killer.
Entretanto, e ainda a propósito de ‘Cristóvão Colombo – O Enigma’, Manoel de Oliveira explicou ao CM que o elemento que mais o convence “da nacionalidade portuguesa de Cristóvão Colombo é o facto de este ter nascido na vila alentejana de Cuba. E, que eu saiba, apenas existem duas Cubas – a que fica no Alentejo e a de Fidel”.
"ADORO HISTÓRIAS SOBRE MULHERES": Richard Gere, actor de cinema norte-americano
Correio da Manhã – Qual foi o prazer de trabalhar em ‘The Hunting Party’?
Richard Gere – Anos antes de ler o argumento estive no Kosovo, na Macedónia e em campos e refugiados na Albânia. Por isso estava muito envolvido nesse ambiente. Aceitei o projecto como um americano preocupado com a situação da falta de perseguição aos criminosos de guerra.
– Sente a mesma curiosidade jornalística da sua personagem?
– Acho que talvez fosse algo que pudesse fazer, mas não é o meu tipo de passo criativo.
– Apesar de tudo continua a fazer comédias românticas como ‘Night’s at Rodhante’ com a Diane Lane?
– Sim, é uma relação romântica adulta. Adoro mulheres e histórias sobre mulheres.
– Lembra-se da química que viveu com Julia Roberts em ‘Um Sonho de Mulher’?
– Claro! Ela deveria ter 20 anos e foi uma atracção imediata.
– Ainda precisa de se isolar e estar na sua caverna nos Himalaias?
– Bom, a questão é que essa caverna pode ser do tamanho do universo. Tudo o que acontece nessa caverna faz parte do mundo espiritual. E eu sou como um bebé que só agora começa a dar os primeiros passos...
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