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Correio da Manhã

Cultura
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Taxi revigorados enchem Coliseu

Juventude, rock, cerveja e diversão. Estes foram alguns dos ingredientes que levaram os fãs dos Taxi ao Coliseu do Porto na noite de sexta-feira para assistirem à apresentação do novo disco do grupo.
7 de Junho de 2009 às 00:30
João Grande ficou satisfeito com a presença de alguns fãs mais jovens
João Grande ficou satisfeito com a presença de alguns fãs mais jovens FOTO: Sónia Caldas

A idade avançou, mas os membros da banda continuam com grande energia. Com a casa cheia, não prescindiram da interacção com o público, que esteve sempre em delírio. "Estavam com saudades, não é? Nós também!", brincou o vocalista João Grande, logo após ter cantado o tema ‘Amanhã’, o primeiro da noite e aquele que dá nome ao novo trabalho discográfico.

Saudades não faltavam, uma vez que clássicos como ‘TV WC’, ‘Cairo’ e ‘Rosete’ motivaram um autêntico coro no Coliseu. Mas a grande atracção ficou reservada para o fim. Visto que não há Taxi sem ‘Chiclete’, quando já todos pediam "mais uma" os quatro voltaram ao palco para cantar o tão esperado tema. Na última batida a música tornou-se colorida, com uma explosão de pequenos papéis a lembrar os vários sabores da pastilha elástica.

MAIORIA DE QUARENTÕES

"Foi fantástico ver o público novamente a vibrar e acho que a reacção foi boa, principalmente aos temas mais antigos", disse ao CM o baterista Rodrigo Freitas, visivelmente satisfeito, no final do espectáculo de quase duas horas.

A maioria dos fãs presentes rondava os 40 anos. No entanto, não faltaram adolescentes e jovens, o que deixa a banda bastante optimista quanto ao êxito de ‘Amanhã’.

"Há pessoas da nossa idade que já não saem à rua porque acham uma chatice e preferem ficar no sofá. É bom as pessoas de mais idade virem, mas também é óptimo ter cá os mais novos", explicou ao CM João Grande, que é o vocalista do grupo portuense.

O mais recente disco dos Taxi já está à venda. Depois de um atraso no lançamento, previsto para dia 3 deste mês, acabou por sair para as lojas anteontem, precisamente no dia do concerto.

"É sempre muito complicado fazer concertos em que as pessoas não conhecem as músicas, pois não reagem da mesma maneira do que quando ouvem temas conhecidos", disse o vocalista. Acrescenta, contudo, que "as pessoas já cantaram um ou dois temas, por isso até correu bem."

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