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Correio da Manhã

Cultura
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Teatro do absurdo no Franco-Português

Três dias, apenas, para ver uma das peças mais emblemáticas de Eugène Ionesco no Instituto Franco-Português, em Lisboa. Falamos de ‘As Cadeiras’, um texto que o dramaturgo franco-romeno escreveu em 1951 e que põe em palco um par de velhos que, no final da vida, encena uma espécie de teatro e acaba por se suicidar.
29 de Abril de 2010 às 21:35
Pablo Fernando e Nádia Nogueira, numa cena de 'As Cadeiras'
Pablo Fernando e Nádia Nogueira, numa cena de 'As Cadeiras' FOTO: d.r.

Produzido pelo Colectivo Al.gu.res, o espectáculo tem encenação de Pablo Fernando que diz que, no contexto da obra de Ionesco, esta peça lhe interessa particularmente. “O tema principal do texto é a necessidade de deixar uma marca no Mundo, de fazer um gesto em prol da Humanidade”, afirma. “Estes velhos, que em cena passam em revista toda a sua existência, querem perceber, querem construir um sentido para as coisas. E apeteceu-nos levar essa procura à cena.”

 

De resto, fascinado por histórias, Pablo Fernando explica ainda que, na produção do Al.gu.res tem pesado a preocupação em construir narrativas que façam sentido. “O que já não faz sentido, para nós, é insistir em que a falta de sentido seja uma inevitabilidade.”

 

Em cena Nádia Nogueira, Pablo Fernando e Diogo Andrade dão corpo às personagens de Ionesco, num espectáculo para ver sempre às 21h30.

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