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Correio da Manhã

Cultura
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TEATRO RIVOLI ESTREIA PHILOMELLA

No Teatro Rivoli, a noite de quinta-feira acolheu a estreia da ópera em cinco actos ‘Philomella’, de James Dillon, que a Casa da Música (Porto) co-produziu com a T & M (Paris) e o Festival de Música (Estrasburgo).
18 de Setembro de 2004 às 00:00
A ópera de Dillon não é espectáculo para o grande público e a sala do Rivoli não encheu. O próprio autor duvida mesmo que seja uma ópera, enquanto género musical definido. É antes, disse, uma exploração “desse espaço”. O libreto inspira-se na tragédia de Sófocles que explica a origem do triste canto do rouxinal: a ave foi originalmente uma mulher que matou o próprio filho.
A orquestra Remix Ensemble, dirigida por Jurgen Hempel, ocupou o seu lugar e os três cantores evoluíram entre os músicos, num cenário composto ainda por três mesas de escritório, dois auscultadores pendentes do tecto, quatro ecrãs de vídeo que, alinhados no fundo de cena, projectam imagens e há sons e música gravada entre alguns espaços do discurso musical da orquestra.
James Dillon é um dos mais heterodoxos compositores da actualidades, reputado contudo no panorama musical. Com esta incursão na ópera pretende que a música, mais do que a narrativa, conduza a acção. ‘Philomella’ é um ensaio artístico que se segue com interesse.
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