Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
1

Tédio de Rui Horta em Sintra

A Companhia Instável de Rui Horta é um grupo balizado por ‘métodos descartáveis’ no que toca aos artistas e que pratica a coreografia em sistema de ‘time sharing’. Este ano coube a Rui Horta a venda de dois trabalhos (‘Jardim’ e ‘Ninho’), feitos no estrangeiro, e a criação de uma peça, ‘Com’, para o Festival de Sintra.
11 de Julho de 2006 às 00:00
Feita na sequência de uma outra coreografia, ‘Set Up’, a nova ‘Com’ não deixou particularmente entusiasmado o público do Centro Olga de Cadaval. Aliás, as três danças de meia hora cada, apresentadas sem interrupção tentando formar uma só obra, deixaram uma sensação algo entediante já que não ultrapassam uma série bem engendrada de lugares comuns. Sete jovens bailarinos – incluindo três do extinto Ballet Gulbenkian – abordam, com generosidade e muita força anímica, as directivas de Horta na trilogia, que parece desafiar qualquer lógica ou hierarquia coreográficas.
O último trabalho está particularmente bem iluminado, quando os artistas dançam sobre uma quadrícula ao mesmo tempo que destilam, uns sobre os outros, uma violência algo gratuita e recorrem a diálogos pouco promissores.
Uma cena de nudez, sem aparente justificação, encerra um trabalho que vive da (já muito batida) utilização de fita adesiva para propósitos diversos, incluindo a delimitação de faixas de circulação.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)