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Correio da Manhã

Cultura
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Tenho a confiança de José Sócrates

Tenho a confiança do primeiro-ministro que me nomeou”, declarou ontem a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, respondendo às críticas de que foi alvo por causa da situação do Teatro Nacional D. Maria II, motivada pela destituição de António Lagarto.
10 de Janeiro de 2006 às 00:00
Em conferência de Imprensa convocada pela tutela para falar sobre o D. Maria, Isabel Pires de Lima respondia assim ao abaixo-assinado lançado na internet que exige a sua demissão.
Referindo-se à substituição de Lagarto por Carlos Fragateiro (até agora director do Teatro da Trindade), Pires de Lima salientou que este (e José Manuel Castanheira, com quem vai formar equipa) têm “currículos sedimentados e inquestionáveis no campo do teatro”. “O capital de experiência de Carlos Fragateiro é um potencial extremamente útil para o relançamento do D. Maria”, referiu a ministra, para quem esta nova linha de estratégia tem a ver com a necessidade de imprimir maior relevo à dramaturgia clássica e contemporânea portuguesas, sem exclusão da estrangeira.
Por seu turno, Mário Vieira de Carvalho, secretário de Estado da Cultura, esclareceu que António Lagarto soube que iria ser substituído em 28 de Dezembro e não a semana passada, conforme chegou a ser noticiado. O responsável acrescentou que efectuara, em Julho passado, uma visita de trabalho ao D. Maria II e, posteriormente, enviou uma carta em que colocava “algumas interrogações” acerca do funcionamento da instituição.
Na missiva, eram abordadas questões acerca do plano de desenvolvimento para o futuro do teatro, da maior abertura à comunidade, da estratégia de internacionalização e da inserção na Rede Nacional de Teatros. “Até à data, estou à espera de uma resposta”, afirmou Vieira de Carvalho, dizendo que o D. Maria perdeu 750 mil euros de mecenato da PT.
“Este teatro não tem um projecto consistente para obter mecenato”, explicou, adiantando que, na Assembleia Geral convocada para esta semana, será tratada a redução dos níveis de remuneração do director para os dos outros responsáveis dos teatros nacionais. Vieira de Carvalho afirmou que a nova equipa à frente do D. Maria vai “em muito curto prazo mostrar trabalho. Temos garantias disso”.
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