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Correio da Manhã

Cultura

"Tenho de ir ao Panteão agradecer à Amália", diz Sónia Tavares

Os Amália Hoje apresentam-se este sábado num concerto único frente ao Mosteiro de Alcobaça.
Miguel Azevedo 28 de Maio de 2022 às 10:09
Paulo Praça, Sónia Tavares, Fernando Ribeiro e Nuno Gonçalves
Paulo Praça, Sónia Tavares, Fernando Ribeiro e Nuno Gonçalves FOTO: Direitos Reservados
Os Amália Hoje atuam este sábado, às 21h30, em Alcobaça (frente ao mosteiro), num concerto que será "o encerrar de um ciclo do projeto", revela ao CM Sónia Tavares. O grupo recupera assim uma data que estava marcada "ainda antes da pandemia para celebrar o centenário da diva do fado e para assinalar os 10 anos do projeto", mas que acabou por não acontecer. Agora, diz a cantora, em Alcobaça (sua terra natal) não se fala noutra coisa.

"Estamos a montar um grande palco e as pessoas já falam. Está tudo preparado e, assim de repente, nem estou a ver cenário mais bonito". A entrada é livre.

Formados por Sónia Tavares e Nuno Gonçalves (The Gift), Fernando Ribeiro (Moonspell) e Paulo Praça (Plaza), os Amália Hoje nasceram de um desafio lançado pela Valentim de Carvalho em 2009. Sónia Tavares não conhecia os fados todos que viriam a fazer parte do projeto, mas ainda se recorda que Nuno Gonçalves lhe pediu "para não ouvir os originais muitas vezes", porque a queria descolada do fado. "Nós não tínhamos grandes expectativas mas hoje acho que posso dizer que saiu melhor do que a encomenda".

Lançaram um único disco, numa abordagem pop contemporâneo ao fado de Amália, e conquistaram rapidamente o País. Sónia Tavares partilha, no entanto, os louros do projeto com a diva do fado. "Tenho de ir ao Panteão agradecer à Amália a vida que me pôs à frente. Penso sempre nela antes de entrar em palco e espero que ela olhe para mim com orgulho."
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