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Correio da Manhã

Cultura
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Terry Jones vai ser operado a cancro

Terry Jones, um dos membros do grupo britânico de comediantes Monty Python, foi hospitalizado anteontem em Londres, para ser operado, dentro de dias, a um cancro nos intestinos, noticiou o jornal ‘The Daily Mirror’.
22 de Outubro de 2006 às 00:00
Jones, de 64 anos, soube que tinha um cancro há cerca de uma semana, escassos dias antes da estreia do musical dos Python, ‘Spamalot’, no West End londrino.
Todavia, e de acordo com a sua porta-voz, Jodi Shield, os médicos estão confiantes pois a doença parece estar num estado precoce. “Ele vai fazer uma operação exploratória de rotina nos próximos dias e está muito bem-disposto, mas tivemos de fazer com que parasse de trabalhar”, explicou Shield.
Isto porque, apesar de ter sabido que tinha cancro, Jones insistiu em continuar com os ensaios de ‘Spamalot’ e ainda posou para as fotografias promocionais ao lado de Michael Palin, Erid Idle e Terry Gilliam, três dos seus inseparáveis companheiros dos Monty Python.
“Peço a Deus para que ele fique curado”, adiantou ao ‘Mirror’ Carol Cleveland – actriz de ‘Spamalot’ – adiantando estar confiante em que Jones vai vencer o cancro porque ele é um “galês rijo”.
Jones deu entrada no hospital particular acompanhado de Anna Soderstron, a namorada sueca de 21 anos, que conheceu em 2005 e por quem deixou a mulher, Allison, com quem era casado há 35 anos.
A ‘mãe’ de Brian
Doutorado em Inglês na Universidade de Oxford, Terry Jones é uma personagem multifacetada que faz de tudo um pouco: escreveu argumentos, contos infantis e documentários para televisão, e textos políticos para jornais.
Nos últimos anos, tem sido um dos mais ferozes críticos da política do primeiro-ministro britânico Tony Blair em relação à intervenção aliada no Iraque.
Foi, aliás, na condição de escritor de contos – actividade que iniciou em 1975 – que Terry Jones passou este ano por Lisboa. Em Março, apresentou, no Teatro S. Luiz , a versão musical dos seus ‘Contos Fantásticos’ (ed. Presença), narrada pelo cantor lírico Luís Rodrigues e pelo actor João Reis.
Porém, foram os Monty Python – de que foi co-fundador com John Cleese, Michael Palin, Eric Iddle, Terry Gillian e Graham Chapman (faleceu em 1989, aos 48 anos, devido a um cancro na garganta) – que o tornaram mundialmente famoso.
O grupo que, nos anos 70, revolucionou e internacionalizou a comédia britânica, começou a fazer história na televisão logo nos anos 60 com a estreia, na BBC, da série ‘Circo Voador’ exibida depois em vários países, incluindo Portugal
O sucesso foi tal que os Python se voltaram para o cinema e produziram três filmes hoje considerados de culto: ‘A Vida de Brian – Terry Jones é a ‘mãe’ de Brian...’ –, ‘Em Busca do Cálice Sagrado’ e ‘O Sentido da Vida’.
PERFIL
Actor, escritor, realizador e historiador, Terence Graham Parry Jones nasceu a 1 de Fevereiro de 1942 em Colwyn Bay, no País de Gales. Ao longo da sua carreira, escreveu livros e apresentou documentários televisivos sobre História e artigos para os mais conceituados jornais britânicos. No entanto, foram os irreverentes Monty Python que o tornaram famoso: interpretou e co--realizou as três longas-metragens do grupo ‘O Sentido da Vida’, ‘Em Busca do Cálice Sagrado’ e ‘A Vida de Brian’.
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