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Correio da Manhã

Cultura
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Toni Kofi surpreende com temas de Thelonious Monk

Toni Kofi foi uma agradável surpresa do 15.º Festival de Jazz do Porto, fazendo com que o aroma exótico da música de Monk se sentisse da melhor forma no Teatro Rivoli, através dos seus saxofones e da secção rítmica do seu quarteto.
8 de Novembro de 2005 às 00:00
A sensação de estarmos perante um grande artista foi imediata e, depois, completamente justificada durante o concerto. Quantos mais temas Tony Kofi tocava, mais forte era a sensação de que este será muito em breve bem conhecido, confirmando a actual classe dos músicos de jazz ingleses, como Wayne Escoffery ou Soweto Finch e Dennis Baptiste, todos saxofonistas excepcionais.
Um trio formado por Jonathan Gee (piano), Ben Hazelton (contrabaixo) e Winston Clifford (bateria) foi a sustentação e o complemento da sonoridade dos saxes alto e soprano do líder. A improvisação brilhante com fraseado moderno e técnica espantosa, encheram a sala com o aroma de todos os ingredientes das composições de Thelonious Monk, o ‘avant-garde’ e o exotismo e toda a inspiração do compositor, hoje considerado um dos maiores do século XX não só do jazz como da música em geral.
Através da interpretação de temas como ‘Raise Four’, ‘Light Blue’, ‘Tinkle, Tinkle’, ‘Ask Me Now’, ‘Coming On The Hudson’, ‘Brilliant Corners’ e, claro, das duas baladas ‘Crepuscule With Nellie’ e ‘Round Midnight’ (esta tocada em tempo rápido), o público percebeu que estava perante artistas de grande nível e soube aplaudi-los como mereciam. O prémio foi um ‘encore’ com ‘Mysterioso’, um dos temas mais fortes de Monk.
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