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Correio da Manhã

Cultura
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Tony Carreira dá 20 mil euros a vítimas de fogos

Cantor propõe suspensão do processo de plágio. Autor da queixa pode recusar acordo.
Patrícia Bento 28 de Novembro de 2017 às 01:30
Tony Carreira é acusado de plágio e sugeriu pagar 20 mil euros às vítimas dos incêndios
Tony Carreira
Tony Carreira
Tony Carreira
Tony Carreira
Tony Carreira é acusado de plágio e sugeriu pagar 20 mil euros às vítimas dos incêndios
Tony Carreira
Tony Carreira
Tony Carreira
Tony Carreira
Tony Carreira é acusado de plágio e sugeriu pagar 20 mil euros às vítimas dos incêndios
Tony Carreira
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Tony Carreira
Tony Carreira
Tony Carreira, de 54 anos, foi esta segunda-feira ouvido no Tribunal de Instrução Criminal, no caso em que o Ministério Público o acusa de ter plagiado 11 músicas de artistas estrangeiros. O cantor chegou ao Campus de Justiça, em Lisboa, meia hora mais cedo [pelas 10h00], para o interrogatório de que foi alvo, à porta fechada.

No fim da audiência, o ‘cantor de sonhos’ explicou à imprensa que o processo ficou suspenso e que avançou com uma proposta para chegarem a um acordo. "Foi proposto um acordo de doar 10 mil euros à Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, para apoio aos danos causados pelos incêndios, e mais 10 mil euros à Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande.

Não ficou decidido porque estamos à espera da resposta do Nuno Rodrigues [proprietário da Companhia Nacional da Música que acusa o cantor de plágio]". O assistente tem agora 10 dias para aceitar ou recusar formalmente o acordo pedido pelo arguido. Já Tony Carreira tem 60 dias para pagar o valor apresentado na proposta.

Também Ricardo Landum, arguido deste processo e acusado de plágio tem, igualmente, 60 dias para pagar dois mil euros a uma Instituição Particular de Solidariedade Social à sua escolha. O caso ficará, assim, suspenso durante quatro meses e, caso tudo seja cumprido, o processo de plágio será arquivado.

Contudo, e se a Companhia Nacional de Música não aceitar a proposta feita pelo artista, o processo será reaberto e Tony Carreira terá de regressar ao Campus de Justiça, para a realização de um debate instrutório.

"É a melhor ação. Só temos de agradecer"  
Tony Carreira pretende doar 10 mil € à Associação de Vítimas de Pedrógão Grande. Contactado pelo CM, Valdemar Alves, presidente da câmara, agradece o gesto.

"É a melhor ação que pode praticar. Estamos ainda a precisar de muito dinheiro para recuperar as casas e instalações agrícolas para os animais. Só temos de agradecer".

Filho de Tony também foi acusado de plágio 
As acusações de copiar músicas de outros cantores estende-se também ao filho mais velho, Mickael. O cantor esteve no centro da polémica em 2012, quando foi acusado de ter plagiado a música ‘Porque Ainda Te Amo’.

Na altura, muitos garantiam que o tema tinha sido copiado do cantor argentino Luciano Pereyra.

PORMENORES 
Testemunhas
A defesa de Tony Carreira tinha pedido para que fossem inquiridas duas testemunhas: peritos do responsável jurídico da Sociedade Portuguesa de Autores. A juíza recusou o pedido.

Proposta do MP
Em fevereiro deste ano, o Ministério Público fez uma proposta ao cantor para que pagasse 15 mil euros a uma instituição e 30 mil à Companhia Nacional de Música. O cantor não aceitou.

Músicas
‘Depois de ti mais nada’, ‘Sonhos de menino’, ‘Se acordo e tu não estás eu morro’, ‘Adeus até um dia’, ‘Esta falta de ti’, ‘Já que te vais’, ‘Leva-me ao céu’, ‘Nas horas da dor’, ‘O anjo que era eu’, ‘Por ti’ e ‘Porque é que vens’, são os 11 êxitos que Tony Carreira é acusado de ter copiado de outros autores.

"Não vou pagar ao Nuno, está na consciência dele"  
Apesar de Tony Carreira ter apresentado uma proposta em tribunal, a fim de chegar a um acordo judicial, o cantor continua a negar ser culpado e voltou a dizer que não plagiou as 11 músicas de que Nuno Rodrigues o acusa. "Claro que não houve plágio, o que houve em relação às canções ficou resolvido com os respetivos autores", afirmou no final da audiência.

Apesar de o Ministério Público ter aceitado a proposta apresentada, a decisão final cabe ao autor da queixa: Nuno Rodrigues, da Companhia Nacional de Música. "Foi proposto um acordo. Mas nunca vou pagar ao assistente, agora está na consciência dele aceitar e, desta forma, ajudar as pessoas que foram afetadas. Eu sei da minha consciência", disse Tony.

A decisão tomada pela Companhia Nacional da Música tem que ser formalizada no prazo de dez dias. À Lusa, fonte da defesa disse que "houve um princípio de acordo", mas ressalvou os dez dias para se pronunciar.

O CM tentou obter uma reação de Nuno Rodrigues, mas tal não foi possível até ao fecho da edição.
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