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Torre do Tombo empresta documento histórico

Durante um ano a museu luxemburguês.

13 de junho de 2015 às 15:08

A Torre do Tombo vai emprestar durante um ano a um museu luxemburguês um exemplar da Acta Final do Congresso de Viena, assinada em 1815 por Portugal e mais sete países para redefinir o mapa político da Europa.

O tratado geral do Congresso de Viena, composto por 108 fólios em papel, e a sua ratificação, com 10 fólios em pergaminho, "são a joia" da exposição 'As fronteiras da independência', inaugurada esta semana no museu luxemburguês Dräi Eechelen, devido à "importância geopolítica" do documento, disse à Lusa Inês Correia, conservadora da Torre do Tombo.

"O Congresso de Viena é unanimemente considerado um dos maiores acontecimentos do século XIX, porque tentou equilibrar os poderes políticos e económicos na Europa, através da redefinição das fronteiras e da revisão do mapa geopolítico", explicou a conservadora, sublinhando que à assinatura do tratado se seguiram "50 anos de relativa paz".

O Congresso de Viena reuniu as grandes potências europeias após as guerras napoleónicas, incluindo no seu clausulado a criação do Grão-Ducado do Luxemburgo, que ficou sob a administração dos Países Baixos.

O documento manuscrito, de que existem apenas oito exemplares, classificados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) como "Registo da memória do mundo", foi assinado a 9 de junho de 1815 por Portugal, Rússia, Grã-Bretanha, Áustria, Prússia, França, Suécia e Espanha.

Esta é a primeira vez que o exemplar português deixa o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, para ser mostrado ao público na exposição sobre a história do Luxemburgo, podendo ser vista até maio de 2016.

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