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Correio da Manhã

Cultura
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Três mulheres falam de si próprias e de todas as outras

Reflectir sobre o que é, afinal, ser mulher – para além dos papéis sociais normalmente atribuídos às mulheres – é o propósito de ‘Rua de Dentro’, espectáculo que o Teatro O Bando acaba de estrear em Palmela (no Dia da Não Violência Contra as Mulheres) e que assinala a colaboração entre dois encenadores de idades, sexos e experiências diferentes.
26 de Novembro de 2010 às 00:59
Este é um espectáculo que reflecte sobre a condição existencial da mulher
Este é um espectáculo que reflecte sobre a condição existencial da mulher FOTO: d.r.

João Brites, director da companhia, e que anteriormente assinou encenações com os jovens Gonçalo Amorim e Miguel Moreira, desafiou desta feita Sara de Castro para construir, a quatro mãos, uma reflexão sobre o feminino. O resultado é um espectáculo que, baseando-se nas histórias pessoais de três mulheres, pretende ser universal.

O texto foi escrito por Ana Vicente, que se estreia como dramaturga neste projecto, a partir das improvisações das actrizes Ana Brandão, Crista Alfaiate e Paula Só. Segundo Sara de Castro, houve várias versões do texto. A última ficou pronta a duas semanas da estreia.

 

“São histórias de mulheres de gerações diferentes, mas que transportam em si as preocupações das mulheres actuais”, contou a encenadora ao Correio da Manhã.

 

“Procurámos uma definição da mulher enquanto indivíduo existencial e não enquanto ser que se define pela sua relação com os outros – por ser mãe, filha, esposa ou amante...”, diz.

O espectáculo não é ao ar livre, nem deixa de ser: o público está dentro do teatro (e são-lhe distribuídas mantas para se manter confortável), enquanto as actrizes actuam na rua. ‘Rua de Dentro’ é para ver até 19 de Dezembro.

Cultura Teatro João Brites Sara de Castro 'Rua de Dentro'
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