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Correio da Manhã

Cultura
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Janeiro: "Tudo começou com um violino que apareceu lá em casa"

Músico inicia esta quinta-feira, no Porto, uma série de três concertos de celebração do disco 'Fragmentos' lançado no ano passado.
Miguel Azevedo 20 de Fevereiro de 2019 às 20:01
Arlindo Camacho 
Janeiro
Arlindo Camacho 
Janeiro
Arlindo Camacho 
Janeiro

Chama-se Henrique Janeiro, mas já todos o conhecem pelo sobrenome entretanto adotado como nome artístico. Em apenas um ano saltou do relativo anonimato em que vivia graças ao Festival da Canção, mas de lá para cá já percorreu alguns dos mais importantes palcos do país, do Festival Marés Vivas ao Festival F, passando pelo SuperBock em Stock. Oito meses depois de ter lançado o disco de estreia, 'Fragmentos', celebra-o agora com a ajuda de alguns amigos. 

Que concertos são estes que está a preparar?
São concertos de celebração do álbum ‘Fragmentos’. Vão ser noites especiais. Aquilo a que as pessoas vão assistir é a um filme cuja banda sonora está a ser tocada por mim e pelos convidados. Ao mesmo tempo somos performers desse mesmo filme. Dia 21 toco na Casa da Música com o Tiago Nacarato e os Salto, dia 28 no Estúdio Time Out, em Lisboa, com Carolina Deslandes e Benjamim e dia 7 de Março no Salão Brazil, em Coimbra, com Golden Slumbers e JP Simões. Esta última data, no entanto, não terá a tal componente cinematográfica.

O seu disco de estreia foi editado em junho do ano passado, há apenas oito meses. Como foi este período?
O ano de 2018 foi uma loucura total. Tudo o que aconteceu foi de loucos. Eu tinha apenas um EP editado e dou por mim a sair de um curso de artes performativas para ir participar no Festival da  Canção. De repente já estava a gravar um disco, um sonho que eu tinha mas que não sabia quando ia conseguir concretizar. Tem sido uma viagem muito bonita.

Quase um ano depois do Festival da Canção, como é que olha para a sua participação. O que é que retém dali?  
Foi uma etapa do meu crescimento. Foi a minha primeira exposição pública e a minha primeira visão de como as coisas funcionam. Acho que correu bem. Eu fui lá com uma narrativa, uma canção sem título, e via aquilo mais como uma plataforma do que como um concurso.

Mas o janeiro chegou ao festival como sendo uma escolha do Salvador Sobral. De repente tinha as atenções viradas sobre si. Isso foi tranquilo?
Sim, foi de facto tudo repentino, mas foi tranquilo.

Ao longo dos últimos anos passou por vários palcos e atuou para públicos muito diferentes. O Janeiro vê-se como um músico mainstream ou mais alternativo?
Eu não gosto muito de catalogar estas coisas, porque colocar as coisas em gavetas faz com que elas não cresçam. Mas se mainstream é chegar a muita gente então sim serei um músico dentro desse género.

Como é que começou esta aventura da música para si?
Foi um processo muito natural. Basicamente tudo começou com um violino que apareceu lá em casa e que eu pedi para trocar por uma guitarra. Depois comecei a explorá-la e começaram a sair melodias. Daí até perceber que isso poderia ter algum interesse foi uma coisa natural.

Qual é a memória mais remota que tem relacionada com a música?
Acho que sou eu no ombro do meu pai a ouvir um disco de Lou Reed. Talvez tivesse aí uns oito anos. O meu interesse começou pelo som e pelas melodias, só depois é que veio o conteúdo.

E o que sente o motiva mais a escrever?
Eu acho que é o momento, aquele presente que nunca mais se repete. Escrevo muito sobre mim, mas também gosto muito de criar histórias.  

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