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Correio da Manhã

Cultura
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Túmulo deve continuar fechado

O historiador José Mattoso concorda com a não abertura imediata do túmulo de D. Afonso Henriques por haver risco de se destruírem os vestígios existentes, mas considera que a análise seria “muito interessante” do ponto de vista historiográfico.
18 de Junho de 2007 às 00:00
O historiador José Mattoso
O historiador José Mattoso FOTO: Nuno Alegria / Lusa
Uma vez que a análise do ADN implica a destruição dos materiais utilizados, Mattoso afirmou à agência Lusa que é mais prudente esperar pelo desenvolvimento de novos métodos que não impliquem a destruição.
Autor de uma biografia do primeiro Rei de Portugal, Mattoso afirma “respeitar” o parecer técnico que aconselha a não abertura, neste momento, da arca tumular, tanto mais que “tem havido várias investigações de ADN que não têm atingido resultados evidentes e arriscávamo-nos a destruir para sempre os vestígios que existem”.
O túmulo de D. Afonso Henriques encontra-se no altar-mor da igreja de Santa Cruz de Coimbra e foi aberto pelo menos duas vezes: a primeira no reinado de D. Manuel I e a segunda em 1832, no de D. Miguel.
0 relato do primeiro diz que o corpo estava praticamente incorrupto, um testemunho que Mattoso considera decerto mais resultante da veneração tributada ao rei do que de uma observação objectiva. Já o relato da segunda não fala do corpo mas apenas de ossadas “que continuam a ser as de um gigante”.
Mattoso adianta que a expressão “gigante” surge já nos Anais de Santa Cruz escritos “pouco depois da sua morte. O cónego regrante que os escreveu deve tê-lo conhecido pessoalmente.
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