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Correio da Manhã

Cultura
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UM DOS ESCULTORES DE MAIOR NÍVEL MUNDIAL

O espanhol Eduardo Chillida, falecido segunda-feira, em San Sebastián, no Norte de Espanha, era considerado um dos escultores mais importantes do século XX.
20 de Agosto de 2002 às 23:07
As obras de Chillida, que exibem o cunho das suas origens bascas e de um vanguardismo cosmopolita, fazem parte de grandes colecções privadas e públicas mundiais.

Chillida nasceu a 10 de Janeiro de 1924. Aos 18 anos, estreou-se como guarda-redes do Real Sociedad mas uma lesão frustrou a seu futuro futebolístico. Com 21 anos, deixou San Sebastián rumo a Madrid, onde iniciou estudos de arquitectura. Mas interrompeu-os para estudar desenho numa escola privada, altura em criou as suas primeiras esculturas.

Em 1948, seguiu para Paris, onde ficou impressionado com as esculturas gregas antigas do Louvre e realizou a sua primeira grande obra, um torso, sob a influência das formas estilizadas que marcaram a obra do escultor Brancusi.

A partir de 1952, Chillida atribuiu uma importância crescente à representação dos locais. A sua primeira escultura abstracta em ferro, “Ilarik”, lembra as estelas funerárias bascas. Em 1959, fez a sua primeira escultura em madeira, e depois em aço, assim como as suas primeiras águas-fortes.

Após uma viagem à Grécia, o artista produziu uma obra em alabastro e ilustrou o livro “Más allá”, do poeta Jorge Guillén.

A sua última aparição pública foi a 8 de Outubro de 2000, quando lhe foi atribuído o título “Honoris Causa” pela Universidade Complutense de Madrid. Três semanas antes, tinha inaugurado em San Sebastián um dos seus grandes projectos: o Museu Chillida, um espaço ao ar livre numa propriedade do século XVI.

“Na minha idade, a vida é já uma recordação”, dissena inauguração de uma retrospectiva da sua obra.
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