Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
3

Uma noite negra na Páscoa portuense

Em plena época de festividades santas, o Coliseu do Porto assumiu anteontem a vertente pagã da época pascal, com a visita de três instituições do heavy metal. Os suecos The Haunted, os portugueses Moonspell e os britânicos Cradle of Filth, por ordem de aparição, actuaram perante uma plateia muito bem composta e que cobriu de negro a sala portuense.
28 de Março de 2005 às 00:00
Os Cradle of Filth – ‘Berço do Nojo’, numa tradução literal –, acabaram por protagonizar os momentos mais imponentes da noite. Com decoração a rigor, que incluiu gárgulas, monstros gigantes, fogo e um cenário lúgubre, o colectivo proporcionou um concerto interessante para os fãs mais exigentes, mas surpreendente para quem não está habituado a estas andanças. Era ver alguns membros das forças policiais a espreitar com admiração para o palco e a soltar comentários ora de escárnio, ora de desaprovação. Bem ao lado, o escritor José Luís Peixoto parecia deleitado com o espectáculo.
A anteceder os britânicos estiveram os Moonspell, que, honra lhes seja feita, são das melhores bandas ao vivo das sonoridades de peso. Já com o grupo fora de palco, após ‘Full Moon Madness’ ter supostamente encerrado a actuação, o Coliseu pediu em uníssono o regresso do colectivo. Foi assim que o quinteto reapareceu para debitar o hino ‘Alma Matter’, com o público a assumir as vezes do vocalista Fernando Ribeiro no refrão.
Quanto à organização, nota negativa por ter antecipado o início dos concertos em meia hora, o que fez com que muitos não vissem os The Haunted. Quem pagou 25 euros não deve ter gostado.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)