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Correio da Manhã

Cultura
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‘Vai-se Andando’ faz rir no Casino

O digno sucessor de ‘Coçar onde é Preciso’ tem estreia marcada para esta noite, às 21h30, no Casino Lisboa. ‘Vai-se Andando’ é o monólogo com que José Pedro Gomes volta a ‘malhar’ forte e feio nos portugueses, desta feita sob a supervisão do cúmplice do costume – António Feio, a quem nem a doença consegue parar.
27 de Outubro de 2009 às 00:30
‘Vai-se Andando’ faz rir no Casino
‘Vai-se Andando’ faz rir no Casino FOTO: Tiago Sousa Dias

Aliás, a escolha do projecto aconteceu porque o actor e encenador não queria pôr em perigo a produção. "Nunca sei quando terei de sair do País... portanto eu e o Zé Pedro [Gomes] decidimos fazer um espectáculo em que ele estivesse em cena e eu nos bastidores", explica.

Depois de encomendados textos a autores com nome no humor português – Nuno Artur Silva, Luísa Costa Gomes, Eduardo Madeira, Marco Horácio ou Nilton – o trabalho passou por construir, a partir de sketches diferentes, um todo que fizesse sentido. E que não fosse apenas "bota-abaixo".

"No fundo, os defeitos que se apontam aos portugueses, temo--los todos nós... Há que rir de nós próprios e tentar melhorar", diz o encenador.

Em cena, José Pedro Gomes contracena apenas com um galo de Barcelos gigante (um boneco insuflado) tendo, atrás de si, um ecrã por onde passam imagens que ‘iluminam’ os textos. Tal como as produções anteriores da dupla de sucesso, também este espectáculo vai em digressão, pelo que se impunha um dispositivo cénico ligeiro.

Os figurinos são de Bárbara Gonzalez Feio, filha do encenador, que está grávida. Vai ser o primeiro neto de António Feio. "Estou muito contente mas não eufórico. Até estranho não ter acontecido mais cedo", garante, sorrindo.

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