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Correio da Manhã

Cultura
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VENDAS DE DISCOS NÃO PARAM DE CAIR

Pelo quarto ano consecutivo o mercado mundial de música voltou a cair. Segundo dados da Federação Fonográfica Internacional (IFPI), as vendas de música desceram, no ano passado, 7,6 por cento, sendo a Alemanha o país que, neste momento, mais contribui para enegrecer os números, registando quebras na ordem dos 19 por cento.
8 de Abril de 2004 às 00:00
O avanço da pirataria, a crise económica mundial e a concorrência do vídeo e do DVD são apontadas como as principais razões para aquele que é o maior trambolhão da indústria fonográfica desde o aparecimento do disco compacto (CD).
Por cá as coisas não estão tão negras como na Alemanha, mas a situação não deixa de ser preocupante. Depois de uma ligeira recuperação de dois pontos percentuais em 2002, o mercado voltou a cair no ano passado, 5,72 por cento no que toca a unidades vendidas e 18,46 por cento no que diz respeito a facturação efectiva.
De acordo com Eduardo Simões da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), que representa entre 88 a 90 por cento do mercado nacional, Portugal vive uma situação preocupante, sendo que neste momento estão a perder-se postos de trabalho e oportunidades para gravar novos artistas” por causa de uma crise que parece não ter fim. “Há quebras que nunca foram recuperadas. Nunca mais conseguimos, por exemplo, atingir o ponto alto que conseguimos em 1997”, disse.
GUERRA ABERTA
Para combater a pirataria, a IFPI e as associações de produtores da Dinarmarca, Alemanha, Itália e Canadá, anunciaram, entretanto, a primeira vaga de processos contra 247 indíviduos envolvidos em pirataria, sendo que “em Portugal estão também previstas a apresentação de queixas crime contra pessoas que estejam a disponibilizar ilegalmente ficheiros de música através dos ‘sites’ de partilha de ficheiros”, revelou Eduardo Simões.
Curioso é que num recente estudo independente encomendado pela IFPI, mais de 65 por cento das pessoas que partilham ficheiros protegidos pelo direito de de autor, sabem que estão a comentar uma ilegalidade.
A guerra está lançada e não é para menos. É que segundo Jay Berman, presidente da IFPI, o mercado de música deverá cair ainda mais quatro por cento durante este ano.
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