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Correio da Manhã

Cultura

Venha então de lá a segunda dose!

O espectáculo vai recomeçar. Franz Ferdinand, Keane, The Cult e dEUS, hoje, e Patrice, 50 Cent, Pharrell e Boss AC, amanhã, são as grandes atracções do ‘Segundo acto’ do Festival Super Bock Super Rock XL, que decorre no Parque Tejo, no Parque das Nações.
7 de Junho de 2006 às 00:00
 The Cult é um dos nomes que hoje e amanhã dão música ao parque Tejo, no Parque das Nações, em Lisboa
The Cult é um dos nomes que hoje e amanhã dão música ao parque Tejo, no Parque das Nações, em Lisboa FOTO: KIKO HUESCA/EPA
Se é verdade que Franz Ferdinand (00h10) são hoje os cabeças-de-cartaz (e a expectativa é grande para ouvir ao vivo o novo álbum ‘You Cloud Have It So Much Better’), o facto é que são os The Cult (20h45) e dEUS (19h20) que sobem ao palco com estatuto de culto. Se os primeiros se fazem valer de um certo veteranismo e de temas que são verdadeiros hinos de uma geração (falamos sobretudo dos anos 80), já os belgas dEUS, nascidos nos anos 90, são um caso raro de sucesso meteórico. Mantêm com o público português uma relação de empatia que poucas bandas alternativas se podem gabar. O homem do leme é um senhor chamado Tom Barman. Não é Deus, mas é adorado como se fosse. Depois de um hiato de alguns anos em que os seus membros se dedicaram a projectos paralelos, os dEUS trazem a Portugal o novo disco ‘Pocket Revolution’, editado no ano passado, o primeiro em sete anos.
Hoje actuam ainda os ‘novatos’ Keane (22h20), eles que chegaram a ser apelidados de “cópia barata” dos Oasis mas que em apenas quatro anos souberam conquistar um lugar muito seu.
No palco ‘Quinta dos Portugueses’ tocam, por seu turno, The Weaterman (19h00), Peace Revolution (20h25), Linda Martini (22h00) e The Legendary Tiger Man (23h40).
Amanhã, o encerramento do festival pertencerá ao músico alemão Patrice (00h30), ele que trará até nós um reggae experimental a que muitos chamam espiritual, libertador e ecológico. Apesar de nos merecer toda a consideração, não erraremos, no entanto, por muito se dissermos que será o inconformado e ‘mal-amado’ 50 Cent (22h25) que chamará a si todas as atenções do derradeiro dia (ver caixa).
Antes de Patrice e de 50 Cent, porém, tocam ainda Pharrell (21h00), também conhecido como “a máquina” – basta recordar o seu trabalho com os The Neptunes ou os N.E.R.D –, o português Boss AC (19h25) e os angolanos Kalibrados (18h00), estes últimos um verdadeiro fenómeno no seu país, unindo o hip-hop ao semba.
Ainda amanhã, mas pelo palco ‘Quinta dos Portugueses’ passam Colectivo Footmovin’ (19h05), Mercado Negro (20h40), Factos Reais (22h05) e Mind da Gap (24h00).
Recorde-se que os bilhetes para o evento têm o preço fixo de 38 euros (um dia), estando ainda à venda um passe para os dois dias que custa 50 euros. Os ingressos podem ser adquiridos no recinto e nos locais habituais. As portas abrem às 16h00.
DE BOXER A RAPPER
Outrora boxer, 50 Cent é actualmente uma das maiores estrelas mundiais do hip-hop. “A única coisa que receio no Mundo é algum dia vir a desiludir Dr. Dre ou Eminem” disse quando começou nestas lides. Verdadeiramente predestinado para o mundo da música até criou uma dança chamada Two Steps. Foi educado pelos avós, diz que não bebe nem fuma e tem um filho chamado 25 Cent.
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