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Correio da Manhã

Cultura
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Versão homicida do suicídio

Marilyn Monroe faleceu há 44 anos mas a sua morte mal explicada continua a ser notícia mal contada. Agora são documentos confidenciais do FBI que, não se sabe bem como, chegaram às mãos de um realizador australiano, segundo quem o suicídio da diva foi uma manipulação que se virou contra ela.
19 de Março de 2007 às 00:00
Versão homicida do suicídio
Versão homicida do suicídio FOTO: d.r.
A teoria de suicídio simulado para pressionar Robert Kennedy (amante e procurador-geral) a divorciar-se não é de hoje e Philippe Mora, o cineasta na posse das alegadas provas documentais, não faz mais do que envolver na manipulação o núcleo duro dos afectos da actriz: o psiquiatra, a governanta e a secretária, respectivamente Ralph Greenson, Eunice Murray e Pat Newcomb.
A vida e morte de Marilyn Monroe resume-se a uma história passional com pouco ou nada de original. Atormentada por uma personalidade carente e imatura, depois de se perder de encantos pelo então presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, viria depois a encontrar consolo no irmão e braço-direito do governante, Robert.
Acontece que também ele era casado e por muito que o divórcio fosse repetidamente mencionado e prometido era muito mais vezes adiado e afastado. Instável, Marilyn terá ameaçado tornar o caso público e Robert terá agido!
De acordo com as novidades, Marilyn parece ter sido convencida por empregados e amigos, pressionados por Robert, a simular o suicídio de que seria salva ‘in extremis’ graças a uma simples lavagem ao estômago, na sequência da qual teria o seu final feliz: um impressionado e arrependido Robert.
A sustentar esta versão homicida do suicídio da diva platinada estão os relatórios agora tornados públicos. Compilados por um agente especial não identificado, endereçados a Robert F. Kennedy e datados de 19 de Outubro de 1964, neles se lê que Robert terá ligado por duas vezes a Peter Lawford – actor e seu cunhado e também um dos mais próximos amigos de Marilyn – para perguntar qualquer coisa como: “E, então, ela já morreu?”
PERFIL
Marilyn Monroe, nome artístico de Norma Jean Baker (1926-1962), foi, mais do que uma actriz, um símbolo de glamour e um ícone de poupularidade para o século XX. Nomeada “personalidade feminina favorita de todo cinema mundial” em 1962, concluiu o seu último filme um ano antes, trocando a habitual comédia pelo drama: ‘Os Inadaptados’, de Arthur Miller, dramaturgo e ex-marido.
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