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José Cid recebe Grammy de Excelência Musical em Las Vegas. Veja as imagens da entrega do prémio

Prémio é atribuído "a artistas que fizeram contribuições de significado artístico excecional para a música latina".
Correio da Manhã e Lusa 13 de Novembro de 2019 às 19:28
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José Cid recebe Grammy de Excelência Musical em Las Vegas
José Cid recebeu esta quarta-feira numa cerimónia em Las Vegas, nos Estados Unidos da América, um Grammy de Excelência Musical, da Academia Latina de Gravação, cuja atribuição foi anunciada em agosto.

Já em cima do palco com o galardão nas mãos, o músico português começou por pedir "um grande aplauso para todos os que vão ganhar o prémio". José Cid, que falou "na língua de Camões", agradeceu o Grammy e encantou o público ao cantar uma das suas músicas mais emblemática à capela. Em causa, a canção "A Minha Música". 

O músico prometeu ainda continuar a cantar "canções de amor e de ternura", considerando muito importante que "um país tão pequenino" como Portugal tenha sido lembrando. 
"Vou continuar a cantar, a cantar as minhas canções de amor, as minhas canções de ternura, mas também as minhas canções de ódio, contra a segregação racial, contra o racismo, contra a energia nuclear e contra a poluição, a favor das pessoas que mais necessitam, a favor deste planeta", disse José Cid.

O Grammy de Excelência Musical é atribuído "a artistas que fizeram contribuições de significado artístico excecional para a música latina", de acordo com informação disponível no 'site' da Academia.

Além do músico português José Cid, também Eva Ayllón, Joan Baez, Lupita D'Alessio, Hugo Fattoruso, Pimpinela, Omara Portuondo e José Luis Rodríguez "El Puma" receberam o mesmo galardão.

Em agosto, quando a Academia Latina de Gravação anunciou que José Cid iria receber o prémio, o músico disse à Lusa que esta distinção "é o corolário de muitos anos de trabalho, teimosia e persistência", e lamentou que as grandes editoras não apostem mais em Portugal.

Para José Cid, o reconhecimento internacional surge a par do reconhecimento nacional, que é "tão bom ou melhor" que os galardões além-fronteiras.

"Tenho uma homenagem pública nacional do país inteiro, de norte a sul, há décadas sobre décadas, há cidades em que já fui duas e três vezes e não se cansam, e as pessoas continuam, ao fim de duas horas e meia, a pedir mais e mais, ninguém se quer ir embora. E essa é a maior homenagem que posso ter, é o meu próprio país que ma dá, já com a minha idade, aos 77, porque tenho mantido a voz, a voz está cá toda", disse na altura.

Na página oficial da Academia Latina de Gravação é referido, num pequeno texto dedicado ao músico português, que José Cid "adaptou-se sem esforço a influência da música popular anglo ao estilo original do pop rock português".

"Em 1956, o surgimento de sua banda cover Os Babies marcou um momento de 'antes e depois' para o pop rock em Portugal. O seu próximo grupo, o Quarteto 1111, criou as bases do rock português, com uma forte tonalidade psicadélica e lançamentos inovadores, como o enorme sucesso de 1967 'A Lenda De El-Rei D. Sebastião'. Continuando como artista a solo, em 1978 lançou '10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte', considerado uma obra-prima do rock progressivo", salienta a mensagem da Academia.

O texto acrescenta que José Cid tem "dezenas de sucessos", continuando a ser "uma grande atração em concertos em Portugal".

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