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Correio da Manhã

Cultura
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Vilar de Mouros chama dez mil

A primeira edição previa-se histórica, e o festival Energie Vilar de Mouros não desapontou. OliveTreeDance, Dub Inc., Marcelinho da Lua e Buraka Som Sistema eram os mais aguardados, e ontem, na única noite do evento, nem a chuva afastou cerca de dez mil festivaleiros.
21 de Agosto de 2011 às 23:56
Público muito jovem dividiu-se pelos diversos espaços do recinto na localidade minhota, e não arredou pé. Nem a chuva pôde parar a festa
Público muito jovem dividiu-se pelos diversos espaços do recinto na localidade minhota, e não arredou pé. Nem a chuva pôde parar a festa FOTO: Miguel Silva Pereira

Ao longo de domingo, os apaixonados por música de dança chegaram de todo o lado. Margarida Sousa, de 16 anos, e Catarina Fabiana, de 21, vieram de Lisboa para a pacata aldeia minhota pelo "óptimo cartaz". "Foram oito horas de viagem de autocarro, mas valeram a pena. Estou a adorar", realça Margarida. Do Porto, chegou Rita Alves, com 18 anos. De mochila às costas, vai ficar acampada no recinto "pelo menos até terça-feira".

O público dividiu-se por três zonas. O Palco Energie, que recebeu Richie Campbell e Pow Pow Movement, era o mais concorrido. O palco das Novas Tendências apostou em sons alternativos, com DJ Overule ou Jamie Boy, enquanto United Soul Brothers e Freshkitos animaram o Palco Electrónica. Padrinho do festival, Fernando Alvim prometeu uma surpresa inesquecível a quem fosse ao palco de Tributo a Vilar de Mouros.

"Este ano é experimental. Veremos como corre, mas vamos apostar em novas edições", disse Miguel Rendeiro, da organização, que apontou ao CM diferenças entre o antigo e o renovado Vilar de Mouros. "O estilo musical mudou. O público que veio gosta de reggae e electrónica, e é um pouco mais jovem. Queremos a mesma mística, mas com espírito diferente".

VILAR DE MOUROS FESTIVAL MÚSICA
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