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Correio da Manhã

Cultura
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Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa

Quarteto dinamarquês foi cabeça de cartaz numa noite intensa dedicada ao ‘rock n’ roll’.
Pedro Rodrigues Santos 11 de Outubro de 2019 às 19:00
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa
Volbeat em estado de graça no Coliseu de Lisboa

Pura diversão à volta de uma "fogueira" chamada rock n’roll. Não há melhor descrição para o furacão sonoro que passou esta quinta-feira à noite pelo Coliseu dos Recreios.

A animar a populaça na sala lisboeta estavam uns ferozes Volbeat como cabeças de cartaz, bem apoiados por uns ótimos Baroness e uns Danko Jones que souberam a pouco.

Com as 19h30 cravadas no relógio, o trio canadiano liderado por Danko Jones entrou no palco a toda a brida com o seu rock bem característico.

O caso não era para menos já que o grupo tinha apenas 30 minutos para debitar sete canções e trocar algumas palavras com os fãs.

Com o novo disco ‘A Rock Supreme’ justificar a atuação, houve apenas tempo para apreciar ‘Burn in Hell’ e ‘Fists Up High’ desse registo, entre outros cinco "clássicos" escolhidos a dedo.

Estavam ainda os retardatários a entrarem na sala, a amaldiçoarem uma hora tão "madrugadora" para um concerto em dia de semana e já tudo tinha acabado, sem antes Danko Jones elogiar o calor humano do público.

Não era o nome principal da noite no Coliseu dos Recreios, mas tocou como se o fosse para um recinto que já estava bem cheio.

Os Baroness de John Baizley, único membro original da banda, tinham o novo disco ‘Gold & Grey’ para tocarem e nem foi preciso rebuscarem muito no fundo do baú para animarem a audiência.

Cinco canções desse trabalho, a que se somaram mais quatro do antecessor ‘Purple’, chegaram para levarem os fãs para paisagens sonoras pouco habituais no rock mais pesado.

Arranjos perfeitos, guitarras planantes e o vozeirão de Baizley a puxar pelo público com temas como ‘Kerosene’, ‘Borderlines’, ‘Tourniquet’ ou ‘If I Have to Wake Up (Would You Stop the Rain?)’ debitadas em pouco mais de uma hora de espetáculo.

"Restavam" os Volbeat para fecharem a noite, e a missão não era nada fácil face à pujança que os Danko Jones e os Baroness imprimiram às suas atuações.

Também com disco novo para apresentar – o aplaudido ‘Rewind, Replay, Rebound’ – as dúvidas ficaram logo arredadas para um canto da sala já repleta.

O quarteto dinamarquês era a figura principal e logo de entrada mostraram ao que vinham. ‘Pelvis on Fire’ deu logo o mote para um concerto demolidor, logo seguido por um inenarrável ‘Lola Montez’.

Vozes bem afinadas em cima do palco e na plateia, com os mais insurrectos a acompanharem a viva voz as letras das canções.

E, embora não fosse propriamente uma surpresa, todos agradeceram a entrada em cena de Danko Jones para acompanhar o vocalista Michael Poulsen em ‘Black Rose’.

Homenagens a Motörhead e Metallica também fizeram parte do espectáculo ou não fossem eles dois dos principais influenciadores do som dos Volbeat, que eles próprios nunca negaram.

Para o ‘encore’ ficaram ‘hinos’ como ‘The Devil’s Bleeding Crown’ e ‘Pool of Booze, Booze, Booza’, intercalados por ‘Leviathan’, e com ‘Still Counting’ a brilhar num ambiente de loucos.

À saída, eram poucos ou nenhuns aqueles que tinham dado por mal empregados os 28 euros exigidos à entrada. Há concertos horríveis com bilhetes bem mais caros!

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