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Correio da Manhã

Cultura
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Zé Pedro elogia apoio dos fãs (COM VÍDEOS)

Segunda noite de Marés Vivas, nova enchente. E o frio e vento voltaram à praia do Cabedelo, em Vila Nova de Gaia, mas não afastaram os festivaleiros.

16 de Julho de 2011 às 00:30
Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, foi recebido com enorme entusiasmo na primeira noite de casa cheia do festival
Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, foi recebido com enorme entusiasmo na primeira noite de casa cheia do festival FOTO: Miguel Pereira da Silva

Skunk Anansie e Moby, os grandes nomes do cartaz, só actuariam tarde na noite (depois da hora de fecho desta edição) mas os portugueses que abriram o festival - Mendes e João Só e os Classificados - contaram com um público bastante interactivo.

Entusiasta foi sim a reacção ao regresso aos palcos de Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, banda que fez vibrar o público ainda na primeira noite de Marés Vivas. Como seria de esperar, o grupo juntou fãs de várias gerações e, a cada música, viam-se braços no ar, em cruz, símbolo conhecido dos Xutos.

Com a bandeira de Portugal bem no centro do palco, Zé Pedro foi um dos protagonistas naturais do espectáculo. Mais uma vez, como no recente Alive!, em Algés, o guitarrista não se esqueceu de agradecer o apoio dos fãs depois do recente transplante de fígado. "É isto que me faz bem", disse com um sorriso estampado na cara.

Entre espectáculos, e com tempo até aos Expensive Soul - que começaram pelas 22h00 -, os festivaleiros voltaram ontem a aproveitar ofertas no recinto.

"Estou a vender muito bem", admitiu ao CM Lurdes Caldas, comerciante de óculos de sol ‘vintage'. Igual satisfação manifestaram os representantes de uma marca que vende gomas em frascos idênticos aos dos remédios. "Aproveitámos o festival para chegar ao público jovem. Está a ser um sucesso", confessaram Ângelo Vaz e Duarte Machado. Moral da ‘história': a crise não afectou a festa no Cabedelo.

MANU CHAO VOLTOU AO PALCO CINCO VEZES

Já na madrugada de ontem, pela 01h30, Manu Chao teve, sem dúvida, o momento alto do primeiro dia de festival. O artista fez a delícia dos milhares que o aguardaram e ajudaram a cantar, em coro, os seus temas mais conhecidos. O músico bem tentou despedir-se e dar por terminado o espectáculo - por cinco vezes ! -, mas não resistiu à persistência dos fãs, retomando o concerto várias vezes.

DISCURSO DIRECTO

"CHEGÁMOS AO TOPO", Demo e New Max, Expensive Soul

Correio da Manhã - Actuaram em 2010 no palco principal do Sudoeste e agora aqui no Marés Vivas. Este é um bom momento?

Demo - Claro. É um orgulho o sucesso que estamos a ter.

- Como vai ser esta noite?

New Max - Escolhemos as músicas mais conhecidas e as do último disco, ‘Utopia', que são as mais frescas. Nos singles antigos fizemos arranjos.

- 0 êxito de ‘Utopia' é uma lição para as produtoras?

Demo - Claro. Conseguimos chegar ao topo sem a máquina das produtoras. As editoras não estão a acompanhar as gerações actuais.

PÚBLICO É DOS MAIS JOVENS DOS FESTIVAIS

A energia e atitude imparável denuncia-os. São jovens, muito jovens, a rondar a casa dos 20 anos, os maiores adeptos do Festival Marés Vivas.

À praia do Cabedelo, chegam em grupos e movem-se também em bandos de rapazes, raparigas e, claro, mistos. De cerveja na mão vão-se desinibindo e fazendo notar, cada vez mais ruidosos, entre passeios pelas barraquinhas, à espera dos concertos. Numa visão geral, não é despropositado concluir: o Marés Vivas é dos festivais mais jovens. E a este público não lhes falta vitalidade para gritar, alto e a bom som, a pedir mais uma e outra música...

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