"Mais do que racismo foi uma prova de estupidez": Pinto da Costa sobre insultos a Marega

Presidente do FC Porto diz que não há espaço no futebol para comportamentos deste tipo.

18 de fevereiro de 2020 às 14:16
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Pinto da Costa considerou esta terça-feira que o racismo é um "prova de estupidez" e que o que sucedeu com Marega em Guimarães, no último domingo, foi "uma atitude infeliz" de um grupo de adeptos, que "têm de ser castigados". O líder dos dragões, que falou à chegada ao Tribunal, no Porto, para testemunhar no julgamento do ataque à Academia do Sporting, não quer empolar demasiado o caso.

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"Há questões que devem também ser referidas. Não se pode classificar o futebol e os seus adeptos como sendo grupos racistas. O problema do racismo é estúpido e imbecil e não devia sequer ser colocado como problema. Para mim sempre houve igualdade, sempre vivi assim na infância, quando os meus ídolos no FC Porto eram de cor. Para mim era indiferente a raça e a cor. As crianças têm como ídolos jogadores de muitas raças, o futebol serviu para que não exista racismo. Aquilo foi uma atitude infeliz, que nem sequer posso dizer que as pessoas sejam racistas, foi uma maneira de atingir o Marega porque o V. Guimarães também tem jogadores de outras raças e que nunca foram atingidos. Têm de ser castigados, mas mais do que racismo foi um problema de estupidez", acrescentou Pinto da Costa.

Pinto da Costa considerou ainda que esta situação deve ser tratada como um caso de polícia e demonstrou ainda mais a sua indignação.

"No primeiro jogo de futebol que vi, o FC Porto tinha o Gastão, era negro e era um dos que mais gostava. Não compreendo como isso pode ser um problema para alguém. Isto é sobretudo um caso de polícia. Se roubarem as carteiras às pessoas no estádio, a responsabilidade não é dos clubes", concluiu.

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O presidente comentou ainda o facto de o FC Porto, em pouco mais de uma semana, ter reduzido de sete para um ponto o atraso em relação ao Benfica na luta pela liderança da I Liga.

"A leitura que faço é que recuperamos seis pontos. Estávamos a sete e ficámos a um", disse Pinto da Costa, que não revelou as expectativas para o resto da prova: "Não espero nada. No futebol tudo pode acontecer, no campo é que se fazem os resultados".

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