Peugeot E-208 GTi: Diversão elétrica
Dá vontade de sair de casa só para o conduzir
O novo Peugeot E-208 GTi recupera a sigla histórica do 205 GTi numa proposta elétrica que procura manter o espírito desportivo num habitáculo onde predomina o vermelho.
O primeiro contacto decorreu nas estradas escocesas junto ao Loch Lomond, entre paisagens verdes e curvas sucessivas.
Foram quase 200 quilómetros ao volante, num cenário ideal para perceber o principal trunfo deste pequeno desportivo: o prazer de condução.
A resposta imediata do acelerador traduz-se em acelerações vigorosas, que tornam as ultrapassagens e as saídas de curva particularmente interessantes.
Um som artificial, que procura imitar o barulho do motor a gasolina, mas não substitui a sonoridade de um desportivo a combustão, mas acrescenta emoção e quebra a discrição habitual da propulsão elétrica.
É nas curvas que o E-208 GTi mais convence: a direção rápida e responsiva exige poucos movimentos do volante, enquanto a agilidade transmite segurança e convida a explorar cada sequência.
A travagem acompanha o ritmo, com uma ‘mordida’ pronta e convincente que inspira confiança.
A suspensão firme, adequada a uma condução empenhada, torna-se menos agradável em trajetos longos, mas sem comprometer o uso quotidiano.
Nas sinuosas estradas escocesas, revelou-se como um daqueles carros que dão vontade de procurar a próxima curva antes de regressar à base.
No final, fica a sensação de que a Peugeot conseguiu “transportar” parte do espírito GTi para a era elétrica numa bela combinação entre direção, agilidade, travagem e confiança em curva.
Não precisa de fingir que é um desportivo a gasolina: a sua maior virtude é dar vontade de sair de casa só para o conduzir!
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