Apostamos no mesmo sistema

Nani e Vaz Tê vão integrar o onze de Portugal que defronta a Itália (19h45), na Holanda, para o play-off da qualificação olímpica.

21 de junho de 2007 às 00:00
Apostamos no mesmo sistema Foto: Tiago Petinga/Lusa
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Os dois jogadores ainda denotam ligeiros problemas físicos na sequência dos toques sofridos aquando da robusta vitória sobre Israel (4-0), mas mesmo assim são aposta do seleccionador José Couceiro no decisivo embate com os italianos.

O ponta-de-lança Hugo Almeida, a cumprir castigo disciplinar, é a grande baixa na equipa nacional, podendo o seu lugar vir a ser ocupado por Varela num jogo em que Couceiro vai jogar para ganhar. “A Itália não vai fugir ao que fez nos jogos anteriores. Nós vamos apostar no sistema habitual, jogar da mesma maneira como fizemos frente a Israel”, prometeu o seleccionador português, que reparte o favoritismo.

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“Continuo a pensar que temos 50 por cento de hipóteses de irmos aos Jogos Olímpicos. Vai ser um bom jogo entre duas equipas que têm qualidades para estar nas meias-finais do Campeonato da Europa, facto que se comprova com a divulgação das estatísticas da UEFA.”

Na abordagem à partida com os italianos, José Couceiro não abriu o jogo quanto à equipa que vai utilizar, mas que não deverá andar muito longe do seguinte onze: Paulo Ribeiro na baliza; um quarteto defensivo com João Pereira, Manuel da Costa, Semedo e Antunes; uma linha média com Miguel Veloso, Manuel Fernandes e João Moutinho; enquanto a frente de ataque vai ser entregue ao tridente formado por Vaz Tê, Nani e Varela.

Uma equipa que privilegia o 4x3x3, frente a um adversário que não tem segredos para Couceiro. “Em termos tácticos são algo diferentes do modelo italiano, mas isso não significa que tenham deixado de ser disciplinados e inteligentes. Têm uma cultura táctica bem maior do que a nossa nestas idades”, reconheceu o técnico nacional, que não poupou os que são críticos em relação aos resultados anteriores nesta edição do Campeonato da Europa.

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“Infelizmente há muita gente que vive as derrotas dos outros. Não pensam nas suas vitórias, mesmo que seja Portugal. Estão sempre na esquina à espera que os outros percam para poderem aparecer. Se querem falar com o senhor Scolari estão à vontade...”, sugeriu.

ATAQUE

Nani e Vaz Tê vão jogar de início frente à Itália, apesar de não estarem a cem por cento. Já no lugar deixado em aberto pelo castigado Hugo Almeida a escolha deverá recair no sadino Varela.

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MANUEL FERNANDES

O seleccionador italiano, Pierluigi Casiraghi, aponta Manuel Fernandes como pedra fundamental na estratégia portuguesa. Nani, Moutinho e Veloso são outros dos futebolistas elogiados por Casiraghi, para quem Portugal possui “uma equipa com muita qualidade, muito talento e muito forte”.

PECADO

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Alessandro Rosina sustenta que “é um pecado Portugal e Itália não estarem na final”. O médio italiano desfez-se em elogios à equipa portuguesa, particularizando algumas das estrelas da selecção presente na Holanda: “Gostei do Vaz Tê, Nani, Miguel Veloso e Hugo Almeida”, explicou Rosina, acrescentando que Portugal possui “uma equipa muito técnica e ofensiva”.

HOLANDA DEFRONTA SÉRVIA NA FINAL APÓS 32 PÉNALTIS

A selecção da Holanda garantiu ontem a passagem à final do Campeonato da Europa de sub-21 depois de superar uma longa maratona de penáltis contra a Inglaterra nas meias-finais. A campeã em título e os ingleses precisaram de 32 grandes penalidades, com o remate certeiro de Zuiverloon a decidir a partida que estava empatada 1-1 no final dos 120 minutos.

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Os holandeses sofreram para assegurar a final, uma vez que estiveram a perder até aos 89 minutos. A Inglaterra alinhou com uma estratégia de maior pendor defensivo, com uma postura pragmática e apostando no contra-ataque, inaugurando o marcador numa das poucas ocasiões em que se aproximou da baliza anfitriã, graças ao bom trabalho de Lita. No entanto, Rigters encarregou-se de apontar o tento do empate, que levou o jogo para o prolongamento, onde subsistiu o empate que apenas se resolveu nos penáltis.

Na final, os holandeses vão encontrar a selecção da Sérvia, que bateu a Bélgica na outra meia-final por 2-0. Os sérvios adiantaram-se muito cedo no marcador, com o golo de Kolarov aos 4 minutos. O jogo só ficou decidido aos 87’ por Mrdja, acabando com as dúvidas relativamente ao outro finalista.

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