ARMSTRONG VOLTOU A TRIUNFAR
Só a 10 quilómetros da meta, já na subida para o alto de Plateau de Beille, e depois de já ter escalado duas montanhas de 1.ª categoria e duas de 2.ª, na peugada dos fugitivos comandados por Jalabert, é que José Azevedo perdeu o contacto com o 'Expresso Azul' da US Postal, terminando em 18.º lugar, a 3m 33s do vencedor Armstrong, o que lhe permitiu manter-se dentro dos dez primeiros, em 8.º, a 8m 24s do líder.
Armstrong assumiu o comando quando as circunstâncias a isso o obrigaram, e, aproveitando-se do trabalho de perseguição que um grupo, comandado por Virenque, moveu durante muitos quilómetros ao trio fugitivo constituído por Jalabert (CSC), Dufaux (Alessio) e Nozal (Once). O norte-americano descolou do pelotão deixando para trás os restantes corredores até cortar a meta destacado com 1m 04s sobre Heras e Beloki.
Foi impressionante o esforço feito, em pura perda, por Jalabert nesta nova fuga, igualmente frustrada, na qual chegou a alcançar 5m 40s de vantagem, mas que lhe custou a perda de 11m 36s e a descida para 31.º na geral.
Outra ocorrência de destaque foi a cena de pugilato em que se envolveram, na corrida, o francês Moreau e o espanhol Sastre, ambos punidos com multa, e dois minutos e vinte segundos de penalização, respectivamente. Durand foi expulso por andar agarrado ao carro da equipa.
Mantendo quatro unidades nos oito primeiros lugares, a Once reforçou a sua posição de líder da classificação por equipas.
Hoje disputa-se a 13.ª etapa, com 171 quilómetros entre Lavelanet e Bézieres, que inclui duas montanhas de 3.ª categoria e uma de 4.ª nos primeiros 50 quilómetros.
AZEVEDO MORALIZADO
Apesar de uma prestação abaixo daquilo que está ao seu alcance, José Azevedo continua entre os dez primeiros (agora em 8º) e não perdeu de modo nenhum a sua capacidade de reacção psicológica, aceitando a quebra física de ontem.
“Senti-me bem, mas ao entrar na última subida, com as mudanças de ritmo, cheguei a um ponto em que já não podia aguentar mais e nos últimos 10 quilómetros já estava sem forças. Tentei seguir o ritmo de alguns corredores e isso foi-me prejudicial. Talvez tivesse sido melhor descolar um pouco mais cedo e depois subir no meu passo. De qualquer maneira os objectivos da equipa mantêm-se”.
Sobre uma declaração de Beloki, de que os Alpes valem o dobro dos Pirenéus, Azevedo comentou: “Não conheço os Alpes, pois o Tour para mim é uma novidade e aqui às vezes os esforços pagam-se caro. Ainda bem que ele diz isso. É sinal que está moralizado e que vai fazer muitas coisas até final”.
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