Cabo Verde vence II Mundialinho

A festa foi azul e branca, as cores da bandeira de Cabo Verde, que ontem venceu o II Mundialinho da Integração, torneio disputado por 16 equipas oriundas de comunidades imigrantes que vivem e trabalham em Portugal. O jogo da final, realizado no Complexo Desportivo do Alto do Lumiar (Lisboa), opôs cabo-verdianos e angolanos. Um golo solitário, marcado no início da segunda parte, fixou o resultado e as cores da festa.

02 de agosto de 2010 às 00:30
Cabo Verde vence II Mundialinho Foto: Pedro Catarino
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Ao intervalo, Benjamin Cariada, de 31 anos, desinfestador de profissão, estava convencido da vitória de Angola, vencedora da primeira edição do Mundialinho. "Claro que vamos ser campeões de novo. Temos uma boa equipa e os rapazes esforçam-se muito". Mas os "rapazes" raramente conseguiram chegar perto da baliza de Cabo Verde.

Quem acabou a gritar "campeões, campeões, nós somos campeões" no relvado, envolvido numa bandeira de Cabo Verde e distribuindo abraços entre os jogadores, foi Sidney Lima, de 30 anos, animador do grupo de batuque Rola Samba. Durante todo o desafio, nas bancadas do estádio, os percussionistas não pararam de incitar a equipa, marcando o compasso de um jogo sem casos assinaláveis, muito embora soasse, de vez em quando, um ou outro insulto à mãe do árbitro e algumas acusações pontuassem entradas mais agressivas em campo. Além de angolanos e cabo-verdianos, também imigrantes espanhóis, chineses, ucranianos e moldavos assistiram à final do torneio.

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DANÇAS TRADICIONAIS DE ÁFRICA E CHINA ENTRARAM EM CAMPO

Nem só de futebol se fez a final do Mundialinho da Integração, que juntou imigrantes de quatro continentes. Logo após o Brasil ter vencido, nos penáltis, a Moldávia, conquistando o 3º lugar, entraram em campo a música e a dança tradicionais africanas. Também o grupo feminino Hip Hop de Batom mobilizou as hostes, que aguardavam a disputa futebolística final, com uma canção de alerta para a infecção pelo VIH e outra de protesto contra a mutilação genital feminina. Num estilo diferente, uma bailarina chinesa executou uma dança tradicional. Organizado pelas autarquias de Lisboa e Sintra, o II Mundialinho contou com a participação de 350 atletas.

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